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23 de novembro de 2009

Lição 9 - A restauração espiritual de Davi


TEXTO ÁUREO
"Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR te traspassou o teu pecado; não morrerás" (2 Sm 12.13). Quando somos confrontados por algo errado é natural que nos esquivemos. Não foi assim com Davi, que confrontado pelo Profeta Natã reagiu com uma confissão imediata, conforme se deduz do conteúdo do salmo 51 e sua suplica desesperada por perdão. Humildemente Davi pleiteia a misericórdia divina, em consonância com o amor que ele prometeu ter pelo seu povo, ele pede: “lava-me” numa figura da lavagem de roupas, por que sentiu seu pecado impregnado como roupa suja que necessita de lavagem. O Senhor em sua misericórdia, afastou de Davi a sentença de rejeição, quando ele perdoa os pecadores, o faz movido pela sua misericórdia, sabendo-se que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna.


VERDADE PRÁTICA
O caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática – O pecado não é apenas a violação de determinada ordem, quer moral ou social, mas é antes de tudo, a ruptura do relacionamento entre o Homem e Deus, por isso nos textos originais lê-se: “ultrajado a Yaweh” ao invés de “ pequei contra Yaweh” usado nas traduções em língua portuguesa. Para Deus o pecado não é algo banal, que ele perdoa e esquece, seus efeitos ficam e maculam assim mesmo como nos ensina a trajetória de Davi, o retrato mais claro do que significa arrepender-se profundamente e reconheceu o seu pecado (2 Sm 12.13a; Sl 51.4).


OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Compreender que o caminho da restauração passa pelo arrependimento, confissão e abandono do pecado.
- Conscientizar-se da importância da Bíblia para a restauração espiritual.
- Reconhecer a influência do meio na decisão do indivíduo em pecar, ou não.


Palavra Chave: - Restauração: Restabelecimento de uma situação vivida anteriormente; conserto.


INTRODUÇÃO
Onde reside a transgressão de Davi? Em relacionar-se com Bate-Seba? Certamente não apenas isso. Os reis foram polígamos, até em virtude da política, assim, seria normal o rei aumentar o número do seu harem (2Sm 12.8). Foi em assassinar Urias? Também. Apesar de que, os reis como grandes generais, eram homens de sangue, com muitas mortes (e em virtude disso, Deus proibiu-lhe de ergue-lhe uma casa). O valente e ousado profeta acusa severamente a Davi de adultério, assassinato e dolo e o pior e mais grave, de desprezar a Palavra do Senhor e ultrajar (hb bazah = menosprezar; desprezo; fazer pouco caso) o próprio Deus. Assim, não foi apenas o fato de adulterar e assassinar, mas o que antecedeu a isso: o desprezo pela Palavra, como nossos primeiros pais que desprezaram o mandamento: “não comereis”, todos os demais pecados resultaram dessa falta. Davi adulterou duplamente. Seu “affaire” com a bela mulher de Urias foi rápido, mas as suas conseqüências foram duradouras. Certamente Davi só obteve paz espiritual ao confessar: "Pequei contra o Senhor" (2 Sm 12.13).

I. A RESTAURAÇÃO E A PALAVRA DE DEUS

1. Davi e a Palavra de Deus. Estudamos na Lição 7 que Davi é lembrado e respeitado por seu coração voltado a Deus, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Ao assumir o trono, a preocupação de Davi foi em restaurar a adoração ao Deus de Israel. A Arca representava a direção, a provisão, o poder e a misericórdia de Deus. Ao trazer a Arca para o centro do seu governo, demonstrou a sua vontade em reconduzir a nação de volta ao seu propósito existencial: YAWEH e a Lei no centro da vida nacional. Facilmente entendemos que Davi era um homem que amava a Palavra de Deus, então, em que momento ele fraquejou? Sem querer discordar do amado comentarista, não creio que o notável em Salmos de Israel tenha se tornado um burocrata, e um crente com uma vida devocional pobre, e que, por isso, não percebera sua fragilidade nem tampouco a cilada de Satanás. Então, como se explica isso?
Certamente ele poderia interromper e abandonar seus maus pensamentos a qualquer momento, mas quando começamos a transgredir fica difícil parar (Tg 1.14, 15). A tentação tem um fim bem definido: refinar nossa fé e nos ajudar a amadurecer. Certamente elas virão e em doses cada vez mais fortes! Nesse teste Davi foi reprovado por não observar a Lei que tanto amava e se esmerava em fazer a nação obediente. Muitas vezes estamos como Davi: amamos a palavra do Senhor, buscamos viver em sintonia com o Espírito Santo, mas vez ou outra alimentamos maus pensamentos, maus desejos, más conversações, ações erradas, e o pior, quando confrontados pelo Espírito Santo, damos desculpas mil, como: é culpa da outra pessoa; não pude evitar; todo mundo faz isso; foi um engano; o diabo me tentou... Tiago nos ensina que o teatro de operações dessa guerra espiritual é a nossa mente, é lá que alimentamos e permitimos que se tornem em ações, por isso Jesus foi incondicional quando afirmou que o simples fato de olhar para uma mulher e desejá-la em seu coração (pensamento), já cometeu adultério com ela.
Davi errou ao alimentar o mau pensamento. Nós erraremos também, mesmo sendo tabernáculo do Espírito Santo, a mente não está cativa a Ele, devemos fazê-lo a todo custo, a fim de evitarmos o fracasso espiritual – “pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra... mortificai, pois os vossos membros que estão na terra: a prostituição, a impureza; o apetite desordenado...”(Cl 3.3, 5). Quantas vezes nos deparamos com maus desejos, pecado sexual, impureza, lascívia, cobiça, ira, dissensões, malicia, calunia, linguagem torpe, mentira, tudo isso em detrimento do exercício da misericórdia, bondade, humildade, fé, mansidão, paciência, comedimento, perdão...
Davi foi confrontado pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta Natã (1 Sm 12). Qual outra fonte se atreveria a confrontar o rei? Somente a Palavra de Deus é poderosa para lançar luz em nossas densas trevas.
2. O cristão e a Palavra de Deus. Temos que levar cativos os nossos pensamentos à Cristo, só assim teremos uma atitude a fim de que não venhamos tropeçar (Rm 10.17; 1 Ts 1.6). O nosso maior mal é sermos ouvintes esquecidos, o crente necessita ouvir a Palavra, recebê-la e também nela meditar (Sl 1.2), muitas vezes ouvimos, processamos a informação e guardamos em nosso intelecto sem permitir que desça ao coração. A Palavra precisa ser aceita e acolhida por nossas mentes e corações. O bom soldado conhece sua arma, sabe resolver qualquer falha ou incidente, adestra-se em seu manejo. O que adianta armar-se com a Palavra ou estar cheio dela se não soubermos como usá-la? É preciso conhecer e manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), assim mesmo como um soldado adestrado para o combate. A Palavra de Deus é fundamental no processo de restauração, atuando como luz em nossas densas trevas.


II. A RESTAURAÇÃO E A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTERNOS EM NOSSAS DECISÕES

1. A influência do meio. Estamos presenciando dias de relativismo moral, de tal forma que somos bombardeados com o politicamente correto – segundo a visão relativista. Embora não possamos escapar dessa missiva, Deus tem planos bons, agradáveis e perfeitos para nós. Ele deseja a nossa transformação em pessoas com mentes renovadas, que vivam para obedecê-lo e honrá-lo, devemos nos colocar à sua inteira disposição, oferecermo-nos a Ele como sacrifício vivo e realizarmos a obra que nos está proposta.
Como estamos desempenhando nosso papel de sal e luz do mundo? Estamos influenciando as pessoas que cruzam nosso caminho?
Paulo nos previne: “não vos conformeis com este mundo”, nossa atitude de inconformismo com o mundo vai muito além dos comportamentos e costumes. Veja, muitas vezes nos desvencilhamos dos costumes e práticas mundanas, mas não obstante isso, continuamos a ser orgulhosos, egoístas, rebeldes e arrogantes (você conhece alguém assim em sua igreja?).
Influenciar o meio é nossa missão precípua, o bom testemunho, o bom serviço cristão, o amor de serviço (ágape) são meios para influenciarmos e ganharmos almas para o reino. Infelizmente, muitas vezes, nós é que somos influenciados pelo meio e não entendemos o que significa ser cristão hoje, nesse momento.
A primeira vez que os seguidores de Jesus foram chamados de ‘cristãos’, foi em Antioquia (região da Síria), justamente por se parecerem com Cristo (At 11.26).
Vemos muitos hoje que gostam de serem reconhecidos com esse epíteto, porém, sua conduta em nada nos remete à Cristo.
Qual seria hoje a marca distintiva do cristão? A geração atual pauta-se por uma ética volúvel, o que era errado, agora é certo, fica difícil distinguir o verdadeiro cristão, bem como, fica difícil viver com integridade inegociável, sendo luz e sal, andando de forma justa, sensata e piedosa.
Mais do que uma simples lista de “faça” ou “não faça”, a Bíblia nos dá instruções detalhadas de como um Cristão deve viver, em qualquer época ou sociedade. A Bíblia é tudo que precisamos para saber como viver a vida Cristã. No entanto, a Bíblia não se dirige diretamente a exatamente todas as situações que vamos ter que encarar em nossas vidas. Como então ela é suficiente? “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência" (Colossenses 3.1-6).
Não obstante o mundo ir de mal a pior, não poderia ser diferente e não esperaríamos que fosse, pois, as Escrituras afirmam que ele jaz no maligno, acredito que não é o ambiente que faz o homem, mas é este que transforma aquele. Embora alguns estudiosos afirmem que o homem é um produto do meio, acredito na possibilidade do meio ser o produto do homem, afinal, o reino de Deus já é vivido entre nós, com transformação de vida e conseqüentemente, do meio. Os transformados por Deus vivem agora para a glória d’Ele, são luzeiros na escuridão, escaparam do meio corrupto e de ética volúvel.
Viver em meio à corrupção e não ser alcançado por ela, viver entre os impetuosos defensores daquilo que é contrario à nossa fé e cercados por um mar revolto de corrupção sem abrir mão dos princípios da fé, é o desafio para nós, cristãos de hoje, a fidelidade é a nossa marca, fidelidade à sã doutrina e aos princípios régios da Reforma. É possível ser um cristão íntegro no meio dessa geração corrompida e má. É possível... (http://ogideao.blogspot.com/2009/10/etico-em-meio-aos-volateis.html)

2. Nossa responsabilidade moral. "Porque eu conheço as minhas transgressões; e o meu pecado está sempre diante de mim" (Sl 51.3). "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (1 João 1.9), a confissão tem a função de nos tornar livres para que possamos reatar com Cristo e gozarmos a alegria da salvação. Na lição 8 vimos que há três fontes de tentação: o diabo, o mundo e a carne. Embora nosso pecado seja fruto de um tentador, isso não nos exime de responsabilidade sobre esses atos.
Com o espírito quebrantado, Davi reconhece e confessa as suas transgressões, pois o seu pecado está continuamente diante de dele. Davi assevera a tendência universal para o pecado, mas não vislumbra nisso escusa. A profundeza da sua confissão está visível no seu desejo de revelar o íntimo e o escondido do seu ser. Quando alguém peca, o faz contra Deus, que jamais terá o culpado por inocente (Na 1.3).


CONCLUSÃO

A restauração, sob o ponto de vista humano, é a arte de se colocar contritamente nas mãos do divino Oleiro para que ele refaça o vaso quebrado e lhe dê novamente a forma e a beleza anteriores, depois de qualquer escorregão e queda ou de qualquer escândalo e desastre de natureza moral e religiosa. Davi humilhou-se e foi restaurado. Nós, a exemplo de Davi, não temos porque viver sob o domínio do pecado, uma vez que a Escritura assegura-nos de que o sangue de Jesus quebrou esse domínio e tem poder para nos purificar totalmente dele (Rm 6.14; 1 Jo 1.7,9). Um espírito quebrantado e um coração contrito são os sacrifícios exigidos para essa restauração, Deus não nos rejeitará por causa da sua infinita misericórdia, compaixão e graça, que são prometidos a todo aquele que se encontra esmagado, oprimido e desmoralizado pelo pecado e pelos poderes satânicos. Se confessarmos nossa culpa e reconhecermos nossas faltas, Deus será fiel a nós, será justo conosco, perdoará nossos pecados e purificar-nos-á de toda injustiça.
A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável. [...] No perdão, a culpa pelo pecado é perdoada e substituída pela justificação, através da qual o pecador é declarado justo. [...] Embora judicialmente todos os pecados sejam perdoados quando o pecador é salvo através da fé (Jo 3.18), se o pecado entrar na vida de um cristão, ele afetará o relacionamento deste com o Pai Celestial. O perdão e a restauração da comunhão que se fizeram necessários são efetuados mediante a confissão dos pecados (1 Jo 1.9) e o arrependimento (Lc 17.3,4; 24.47). [...] A confissão de pecados é feita primeiramente a Deus (Sl 32.3-6), àquele que sofreu o dano (Lc 17.4), a um conselheiro espiritual (2 Sm 12.13), ou a congregação de crentes (1 Co 5.3)
“Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados!” (Sl 32.1). Sobretudo depois do peso esmagador da mão do Senhor. A história registra que Davi “morreu em boa velhice, tendo desfrutado vida longa [70 anos], riqueza e honra” (1 Cr 29.28).


APLICAÇÃO PESSOAL

“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20) — cumpriu-se em Davi. Deus havia prometido a Davi que, quando a vida dele chegasse ao fim, ele escolheria para sucedê-lo “um fruto do seu próprio corpo” (2 Sm 7.12). O escolhido era Salomão, fruto do corpo de Davi e de Bate-Seba: “Dentre todos os muitos filhos que [Deus] me deu, ele escolheu Salomão para sentar-se no trono de Israel, o reino do Senhor” (1 Cr 28.5). Salomão nasceu logo após o adultério e era filho daquela que “tinha sido mulher de Urias” (Mt 1.6). Na verdade, Salomão era filho da graça! "A confissão é para a alma o que o preparo da terra é para o campo. Antes de semear, o fazendeiro trabalha a terra, removendo pedras e arrancando tocos. Ele sabe que a semente cresce melhor quando o solo é preparado. A confissão é um convite para Deus passear pelos acres de nosso coração. A semente de Deus cresce melhor se o solo do coração é roçado. [...] E então, O Pai e o Filho andam juntos pelo campo; cavando e arrancando, preparando o coração para frutificar. A confissão convida o Pai a trabalhar o solo da alma. A confissão busca o perdão de Deus, não a anistia. Perdão presume culpa; anistia, derivada da mesma palavra grega para amnésia, 'esquece' a suposta ofensa sem imputar culpa" (LUCADO, Max. Nas Garras da Graça, RJ: CPAD, 1999, p.120).
O gostoso de estudarmos a Palavra é entender o quanto Deus nos ama e está disponível a ser nosso maior amigo! (Hb 10.17). Qualquer que seja o nosso pecado, ele está patente aos seus olhos, qualquer pecado encoberto será por Deus descoberto; aquilo que a ele descobrimos por meio da confissão, será por Ele encoberto (Pv 28.13). É preciso lembrar para confessar e é preciso confessar para não mais lembrar. Confessar e abandonar implica mudança de mente em relação ao pecado, traz paz e alegria, revigora e dá sabor à vida.
Confissão é fruto do arrependimento, este por sua vez traduz uma mudança de mente, disposição do coração, mudança de propósito ou uma ênfase na mudança da conduta pessoal.
Necessitamos estar atentos, vigilantes de nossa conduta em meio a um mundo eticamente relativista. Caso venhamos a sucumbir, sabemos que temos um Advogado para nossa causa e se depositarmos nossa confiança nele, a absolvição é certa. Mas, será preciso verdadeiramente uma mudança de mente, arrependimento. Na verdade, o caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática.
“Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o Senhor, o seu Deus, e não ter temor de mim” (Jr 2.19).
N’Ele, que advoga por nós junto ao Pai,
Francisco de Assis Barbosa, [ton frère dans Le sauvateur Jésus Christ]
Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;
- Dicionário Vine – CPAD
- http://ogideao.blogspot.com/2009/10/etico-em-meio-aos-volateis.html

18 de novembro de 2009

Lição 8 - O Pecado de Davi e suas Consequências

[Amado leitor, pensando em facilitar vosso estudo da revista, desenvolvi esse comentário seguindo os tópicos e subtópicos da revista do Mestre. Espero poder ajudar de alguma forma. Deus abençoe a todos abundantemente!]

TEXTO ÁUREO
"E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem para a guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo o Israel, para que destruíssem os filhos de Amom e cercassem Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém" (2 Sm 11.1). [No Oriente Médio o equinócio da primavera ou do outono(Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro e definem as mudanças de estação, no hemisfério norte a primavera inicia em março e o outono em setembro) era um tempo propicio para campanhas militares por não serem nem muito quentes nem muito frias, principalmente em Israel, onde o inverno era hostil a qualquer tropa, quer pelas chuvas, quer pelo frio e neve; ainda era nessa época que se lançavam as sementes à terra. A primavera e o outono eram estações mais propícias às tropas marcharem tendo já as estradas secado facilitando o deslocamento da infantaria e dos aprovisionamentos, que em tropas mais estruturadas era feito em carroças. Na primavera o trigo e a cevada já estavam prontos para a colheita, isso garantiria o suprimento para o exército.
O Comandante–em-Chefe das tropas israelitas, Joabe, é enviado outra vez numa expedição militar, como dantes (10.7), à frente da tropa de elite de Davi, era vitória na certa – por isso não pensou Davi que fosse necessário sua presença à frente de seus valentes no campo de batalha e ficou em sua casa de cedros gozando o luxo tão arduamente conquistado. Abriu a brecha!]

VERDADE PRÁTICA
Parafraseando Gn 4.7, o pecado ardilosamente na espreita a fim de nos possuir, devemos desviar-nos dessa tocaia invocando as promessas bíblicas pela fé em Cristo.

PALAVRA CHAVE:
Pecado
: - (a) hamartia - Transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus; praticar o mal; (b) Adikia – iniqüidade; (c) Apstia – incredulidade ou infidelidade. Dessas palavras gregas e suas ocorrências, deduzimos que o pecado tem origem em nossa própria cobiça e egoísmo, apego ao prazer sem fazer caso do bem-estar do próximo – Davi incorreu nesse erro quando negligenciou sua posição de Comandante-em-Chefe de suas tropas para ‘curtir’ o luxo de seu palácio, sem preocupar-se com o bem-estar de seus fiéis soldados em detrimento do prazer para si mesmo.

PONTO DE CONTATO:
Certamente, os homens compreenderão melhor os motivos pelos quais Davi caiu, haja vista a tendência natural masculina: o olhar é o principal "gatilho" iniciador do processo sexual no homem. O homem é estimulado pela vista, apenas um olhar é suficiente para que tudo comece a acontecer. Basta ver a esposa trocar de roupa para que os estímulos sexuais o coloquem em estado de alerta. Mesmo que o homem nem esteja pensando em sexo, uma rápida olhada, um pequeno gesto ou um pequeno descuido da mulher ao sentar-se, já basta para excitá-lo. “Como a terra nunca se farta de água, o fogo nunca se farta de queimar e a morte que nunca se farta de matar, assim são os olhos de um homem que nunca se fartam de olhar” (Dr Silmar Coelho, www.silmarcoelho.com.br/artigos/diferencas.html).
Esta lição trata do pecado de Davi com Bate-Seba, seu inicio foi um flerte, Davi viu algo “agradável aos olhos e desejável” (Gn 3.6). No decorrer do texto vemos que Deus retrata o pecado como uma força tentadora que de modo semelhante à um inimigo em espreita, está pronto ao ataque voraz. Não obstante isso, o Senhor nos dá a oportunidade de escape mediante à obediência e observância de sua palavra. Paulo afirma em Rm 6 que a decisão de ceder é nossa, essa condição nos dá confiança quando entrarmos em combate contra a tentação. Aproveite esta aula para, mediante a experiência deste rei, demonstrar aos alunos a importância de andarmos em Espírito para que não venhamos satisfazer os desejos da carne.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Conscientizar-se de que a tentação é uma realidade para qualquer crente.
- Apontar as três fontes básicas da tentação: o Diabo, o mundo e carne.
- Refletir a respeito das conseqüências que o pecado traz para quem o comete.

INTRODUÇÃO
A perícope em apreço é incrivelmente parecida com a queda de Adão e Eva, a queda de Caim, e todas as outras quedas narradas nos textos bíblicos, isso por que o homem é sempre atraído e vencido da mesma forma há milênios pela antiga serpente, como afirma Tiago: “mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá a luz o pecado...”(Tg 1.14, 15). A vigilância é vital para a vitória, estar atento às ciladas apresentadas pelo diabo e contra-atacar com a Palavra - a exemplo de Cristo, que venceu Satanás afirmando convictamente: “está escrito”, afinal, ele mesmo era a Palavra! – submetidos à ela pela estrita obediência, sem isso, não haverá escape.

I. DAVI E A TENTAÇÃO ANTES DO PECADO

1. A realidade da tentação.
Quando falo que os homens entenderiam melhor o fato de Davi ter sucumbido anti o pecado, não quero afirmar que as mulheres estarão isentas, pois é inegável que a tentação para praticar o mal, o pecado, é uma realidade bem presente em todos nós (Mc 7.21-23; Tg 1.14). As tentações sempre apelam para motivações comuns, impulsos físicos, orgulho e desejo de possuir, cada uma dessas, ardilosamente afrontaram o Messias. Hebreus 4.15 diz: “Jesus foi tentado em tudo aquilo em que nós também somos tentados”, por isso é nosso Advogado , misericordioso e fiel Sumo-sacerdote, porque conhece, por meio de sua própria natureza humana, o que é resistir às tentações.
O ser ou estar tentado em si não é pecado; pecado é sucumbir à concupiscência. O monarca Davi havia estabilizado o reino, conquistado a fortificada Jerusalém, foi reconhecido por Hirão, seu reino era rota comercial importante, sua fama foi levada a longínquos territórios... essa opulência tragou a Davi, vencido que foi pela sua própria paixão desenfreada. A abundancia de bens é perigosa para muitos de nós, creio ser também a riqueza um dom, concedido à poucos crentes cônscios de sua mordomia. Davi estava farto e à essa altura também já era culpado da quebra do mandamento assinalado em Deuteronômio 17.17.
Muitas questões se apresentam nesse relato:
- Por que Bate-Seba estava se lavando em local que pudesse ser vista pelo rei?
- Poderia Bate-Seba ter arquitetado essa situação?
- O que podemos inferir da prontidão de Bate-Seba em unir-se ao rei mesmo sendo casada?
- Ao saber que estava grávida, prontamente avisou ao rei, que intento teria? Constituir seu filho rei?
O fato é que essa mulher, a bela esposa de Urias, um fiel e leal comandante do exército do rei, portava-se indevidamente em local praticamente público e veio a se tornar objeto de cobiça do rei que, traído pela vista, desejou-a, mandou que a trouxessem e adulterou com ela, vindo com isso o desenrolar da descambada espiritual do homem segundo o coração de Deus. Será que ela percebeu que a morte de seu marido foi resultado de uma ordem expressa do rei? Como ela recebeu as palavras do profeta Natã contra Davi? O certo é que Bate-Seba se mostra uma mulher astuta e perspicaz, uma estrategista política perfeita, fato visto nas intrigas e costuras na sucessão do trono.
Pela Lei, caso tivessem sido flagrados, seriam condenados à morte, já que era uma mulher casada (Dt 22.22), vemos então a astúcia de Davi para escapar dessa falta: matar Urias, o único que poderia delatar o adultério, haja visto que não desceu à sua casa como queria Davi e logo saberia que a gravidez era fruto de adultério – assim Davi planejou a morte acidental de Urias a fim de proteger a si mesmo – como esqueceu-se tão rápido das lições de Adulão? Com aquele líder tão amável pode trair um de seus mais leais soldados? (Urias era dos valentes de Davi, citado em 2Sm 23.39) – O homem segundo o coração de Deus estava disposto a matar um homem inocente, leal, valente e digno de confiança, para ‘salvar’ sua própria pele.
Não desejo isinuar que Bate-Seba deve ser acusada de ter provocado o assédio do rei, porém não há na perícope indicios de que ela tenha recusado tal assédio, mas também não diz que ela foi culpada, pelo contrário, na parábola de Natã ela é a ovelha roubada, portanto, vítima.
2. As fontes da tentação. A Escritura revela três fontes básicas da tentação, que são respectivamente o Diabo, o mundo e a carne. O Diabo é um ser espiritual, "o maligno" (Mt 13.19), que se opõe a Deus e à sua criação; o mundo, como sistema e filosofia de vida, é inimigo dos valores cristãos; e a carne no sentido bíblico é a natureza humana, depravada, decaída e propensa ao pecado (Rm 7.18).
A diferença entre a queda de Satanás e a queda do homem é que Satanás caiu sem qualquer tentador externo. O pecado entre os anjos teve origem em seu próprio ser; o pecado do homem se originou em resposta a um tentador e à tentação externa. Pois se o homem tivesse caído sem um tentador, ele teria originado seu próprio pecado, tornando-se ele mesmo um Satanás.
Entretanto o pecado que habita no homem, não é dele mesmo, é sim um intruso externo que não nos pertence. O que é original do homem está declarado em 1Pe 1.15,16: "pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento; porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo."
Assim, entendo que o maior inimigo do cristão não é Satanás, nem o mundo por ele governado, mas é a nossa própria natureza, por isso Paulo recomenda “Portanto, mortificai os vossos membros, isto é, o que em vós pertence à terra: imoralidade sexual, impureza, paixão, maus desejos, especialmente a ganância, que é uma idolatria.”(Cl 3.5) – Bíblia da CNBB, Paulus.
Não obstante a tentação ser uma realidade na vida do crente e possuir três fontes básicas: o Diabo, o mundo e carne, este último é um empecilho ferrenho à comunhão com Deus; quanto à Satanas, a recomendação bíblica é que devemos resisti-lo e assim ele fugirá (Tg 4.7). Quanto aos apelos do mundo, a Palavra nos instrui a que não o amemos (1 Jo 2.15). Em relação à carne, somos advertidos a não somente "viver", mas também a "andar" em Espírito (Gl 5.25), e como é difícil para nós, cristãos da última hora, acostumados a atos proféticos, apelos dos adeptos da prosperidade, dos modismos, do proto-evangelho...
II. DAVI E O SEU PECADO

1. O pecado camuflado.
Depois de ter consumado o seu ato pecaminoso, Davi, de várias maneiras e durante um bom tempo, tentou ocultá-lo (2 Sm 11.27). Escrevendo aos Romanos, Paulo afirma que a humanidade está por natureza sob a culpa e o poder do pecado, sob o reino da morte e sob a inescapável ira de Deus (Rm 1.18, 19; 3.9, 19; 5.17-21). Ele relaciona a origem desse pecado a um homem – Adão, história narrada em Gn 3, que em tudo se parece com a derrocada de Davi: após consumar o pecado, suas consciências os condenavam, eles se retiraram da intimidade com Deus e ao ouvir a voz do Criador pelo jardim, não puderam contemplar-lhe... a tentativa de esconder seu pecado foi inútil e se avolumou quando tentaram narrar o acontecido. Analisemos as etapas em que o pecado de Davi se avolumou, trazendo mais danos ao seu relacionamento com Deus, à sua consciência, e às pessoas que foram envolvidas nesta trama diabólica, siga a seqüência dos problemas de Davi:
Causas Efeitos
- Adultério (11.4) - Bate-Seba tem um filho (11.5);
- Assassinato de Urias (11.17) - Acusado, arrepende-se, mas a criança morre (12.10, 13, 19);
- Incesto de Amnom (13.14) - Amnom é assassinado (13.28, 29);
- Absalão usurpa o trono (16.15, 16) - Absalão é assassinado ( 18.14,15);
- O censo (24.2) - Praga (24.15).
Por meio de tudo isso (e muito mais), Davi estava tentando esconder e incubar o seu pecado. Quando o crente procede dessa forma, o julgamento divino o aguarda, pois "Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7).
2. O pecado descoberto e exposto. Quando Davi achava que, morto o esposo da mulher com quem adulterara, o seu problema estava resolvido, Deus envia o profeta Natã para confrontá-lo (2 Sm 12.1-25). Como na viração do dia o próprio Deus vem confrontar a Adão, assim o fez com Davi enviando a
Natã, que narra a parábola do camponês, que possuía uma única ovelha, e do fazendeiro, que tinha muitas ovelhas. O fazendeiro rico toma a única ovelha do camponês e oferece aos seus visitantes. Ao ouvir tal fato, Davi ficou tão irado e furioso com o fazendeiro - uma característica de quem vive com pecado acobertado - que exige a morte de tal homem e ainda a restituição quatro vezes mais ao camponês (2 Sm 12.5,6). Ao tentar esconder seu pecado, Davi o agravou ainda mais, levando Deus a expô-lo por meio do profeta Natã.
Curiosidade: No oriente, quando um rei tiinha interesse por uma mulher, enviava um oficial para que anunciasse a vontade do rei de conduzi-la ao palácio e se fosse escolhida para ser esposa um anuncio era feito segundo o costume. No caso em apreço, haveria concordância da mulher, já que era casada, isso denota a culpa de Bate-Seba, que apesar de ser a ovelha da parábola, não está totalmente isenta de culpa, não está escrito nada que ela tenha relutado em ser levada ao palácio bem como não há nenhuma evidencia de que Davi a tenha forçado, portanto, culpada!
No desenrolar da história fica evidente sua astúcia através dos indícios de sua influencia sobre Davi. Suponho, não afirmo que as Escrituras dizem, que ela foi conivente, agiu astutamente, premeditou e agiu eficazmente para tornar seu filho o sucessor no trono.

III. DAVI E AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

1. Consequências emocionais.
Natã foi ousado ao confrontar o rei, exemplo a ser seguido! Corajosamente esse profeta explanou o problema e obteve do próprio réu a sentença! Qando guiados pelo Espírito Santo somos capazes de proezas como essa, do contrário, somo naturalmente capazes de incorrer no mesmo erro de Davi: cegueira e apostasia. O duro juízo recaiu sobe a casa real - reino e família. Os resultados são mostrados na sequencia, quantas lágrimas derramadas? Sofrimento pelos filhos rebeldes... Davi chorou quando Tamar, sua filha foi violentada (2 Sm 13), e quando seus filhos Amnon e Absalão foram mortos prematuramente (2 Sm 13.33; 18.14).
2. Consequências espirituais e físicas. Esse deslize de Davi causou prejuízos físicos, mas não somente isso e principalmente prejuízos na esfera espiritual. "Por causa disso [do pecado], há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem" (1 Co 11.30). Defere-se que aquilo que é espiritual num primeiro plano, tem consequências físicas num segundo. Os especialistas advertem que há muitas doenças psicossomáticas, isto é, doenças da alma ou de origem psicológica que afetam o corpo físico. A Bíblia nos mostra que há também doenças de origem espiritual. A Palavra de Deus adverte: "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5.16). Davi pôs em prática isso e clamou ao Senhor: "[...] Tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti" (Sl 41.4).

CONCLUSÃO

'Tu és este homem' [...](12.7). Davi tinha desprezado o mandamento de Deus, e tinha feito o mal diante de seus olhos com o pecado duplo de adultério e assassinato. O terrível resultado do pecado começa agora a se desdobrar. O juízo seria duplamente severo porque viria não de estrangeiros e inimigos de fora, mas da sua própria casa". O pecado de Davi trouxe conseqüências emocionais, espirituais e físicas para ele e sua família. O maior problema de Davi era a atitude de seu coração: faltou observância da Lei de Deus. Em meio ao luxo, rapidamente negligenciou aquilo que seria o sustentáculo da nação. Caindo ainda ais, usou seu poder para camuflar o adultério e evitar ser desmascarado e julgado pela Lei. O julgamento veio com mão forte, denotando que seu pecado não foi contra Urias, mas contra o próprio Deus (Sl 51), sua sentença de morte só seria anulada com o devido reconhecimento disso e arrependimento, como de fato aconteceu. Seu pecado foi perdoado, seu relacionamento com Deus foi reatado, mas as conseqüências permaneceram. Era tempo de sair ao combate e lutar pelo reino, mas o líder negligenciou esse encargo e preferiu ficar no conforto de sua casa de cedros (2 Sm 11.1,2). Ficar em casa é o mesmo que ócio, o tepo que deveria ser preenchido com as coisas de Deus estava sendo perdido com o ócio – e não acontece o mesmo conosco? Não preferimos muitas vezes ir à praia em detrimento da Escola Dominical? Não é preferível dormir até mais tarde nos domingos?. A essas lições da vida de Davi, cujo registro Deus permitiu ficar na Bíblia, devemos atentar bastante para que também não venhamos a incidir no mesmo erro.
“2 Samuel 12.9: - Por que, pois, desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos?”Bate-Seba foi o vínculo entre os dois reis mais famosos de Israel – Davi e Salomão. Esposa de um e mãe de outro. É figurante da mais estupenda história de amor proibido relatada na Bíblia! Seu adultério com o rei Davi quase lançou fora dos planos do Senhor a família real de Israel, através da qual Deus planejava encarnar-se no mundo – Cristo nasceu da descendência de Davi e Bate-Seba. Em meio às cinzas daquele pecado, o Senhor proveu o bem, Jesus. Porque então a Bíblia registra essa história de adultério e assassínio? Para ensinar-nos que as pequenas decisões erradas freqüentemente levam a grandes erros! Ora, se não vejamos: onde Davi deveria estar naquele momento em que cobiçou a mulher do próximo? Na batalha, com seu exército! Imprudente, estava passeando no terraço da casa real. E Bate-seba? Banhar-se onde poderia ser vista por alguém? Que incrível situação o ‘destino’ armou para estes dois personagens bíblicos! O cenário perfeito para se provar do fruto proibido - a desobediência, e assim, pôr fim aos planos divinos. Porém, veja que o desfecho dessa história teve a contribuição de ambas as partes: cada decisão (Davi em não ir para o Front em Rabá e Bate-Seba em banhar-se onde pudesse ser vista) contribuiu para o início de uma série de acontecimentos sombrios na vida do ‘homem segundo o coração de Deus’. O que Deus nos ensina aqui? Ele me diz que embora eu possa me sentir preso em uma cadeia de eventos, ainda sou o responsável pelo modo como participo deles!
Aquela mulher muito provavelmente sentiu-se arrasada pela cadeia de eventos (veja em 2 Sm 12.24) que se seguiu em sua vida. Sua história está lá, em registro perpetuo, para nos dizer que as pequenas escolhas que fazemos em nosso cotidiano são revestidas de grande importância, que nos preparam para realizarmos coisas esplêndidas nas oportunidades em que temos que tomar as grandes decisões.
Sabedoria, o dom que Deus nos outorga para esses momentos, é o que precisamos. Consciência disso nos deixará mais seguros para tomarmos as decisões acertadas e incluir sempre o Senhor nessas deliberações! Não tome decisões sem consultar o Senhor, ser precipitado não é bom para o homem segundo o coração de Deus.


APLICAÇÃO PESSOAL
Davi aprofundou-se espontaneamente no pecado, preferiu o ócio em detrimento de suas funções como rei, demonstrou total egoísmo preocupando-se apenas consigo mesmo, não resisti à tentação, ao contrário, desejou-a, caiu conscientemente e tentou ocultar chegando a assassinar um inocente... foi o fundo do poço.
Deus não deixaria impune e levaria a cabo seu juízo se não houvesse reconhecimento de culpa e arrependimento, Davi certamente estaria seguindo o caminho de Saul, o caminho da rejeição. As conseqüências desse ato prejudicaram não somente a Davi e a Bate-Seba, mas atingiu muitas outras pessoas. Bate-Seba foi um exemplo de crente legalista, seu banho ritual após o período menstrual mostra a observancia da Lei Cerimonial, mas ao aceitar deitar-se com o rei esqueceu-se da Lei Moral, o que é comum aos legalistas tanto do AT quanto aos da Graça. Esse adultério quase pôs fim a família através da qual Deus planejou entrar fisicamente no mundo. Em meio às cinzas daquele pecado, porém, o Senhor trouxe o bem. Jesus Cristo, o Redentor da humanidade, nasceu de um descendente de Davi e Bate-Seba.
Nossa vida é construída sobre as escolhas que fazemos, sou o que planejo ser. Elas nos preparam para realizar coisas esplêndidas, quando temos que tomar grandes decisões. A sabedoria para fazer as escolhas certas em diversos assuntos é um dom de Deus. Certamente nos encontraremos em situações que teremos de escolher, não se pode perder de vista a vontade de Deus para nossas vidas e considerar que tudo em nosso viver deve glorificar ao Senhor. Por isso, a Palavra de Deus assevera: “vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus” (Ef 5.15,16). Precisamos ser equilibrados e refletir à luz da Palavra de Deus para discernir entre o lícito e o ilícito, o conveniente e o inconveniente (Is 5.20; Hb 5.12-14). Lembremos que todas as coisas são lícitas, mas entre estas há coisas impuras, desonestas, que não edificam, que dominam, que não convém, que não glorificam a Deus, etc. (1 Co 6.12; 10.23,31; Fp 4.8).
A exegese da perícope em apreço reza que o servo infiel receberá o mesmo peso do rei Belsazar: MENE, MENE, TEQUEL UFARSIM! “Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e persas” (Dn 5.26-28). MENE foi escrito duas vezes com sentido duplo: ‘numerado’ e ‘provado’: Deus provou o reino de Babilônia e o reprovou; TEQUEL diz que achou-se defeito em Belsazar e PERES, singular de FARSIM, significa ‘divisão’ e ‘Persia’. Usando uma regra da hermenêutica, o paralelismo, aqui com a parábola dos talentos: o talento representa nossas aptidões, tempo e recursos gastos e dedicados ao serviço do Senhor, recebido de Deus para bem administrarmos em favor de seu reino. Quando o Senhor voltar, nos porá na balança do céu e aquele servo que for achado em falta, defeituoso, que não granjeou outros talentos, como sucedeu com Belsazar que teve seu reino dividido e dado aos medos e persas, assim será com aquele servo infiel, até o que tem ser-lhe-á tirado e dado a outros!
(http://ogideao.blogspot.com/2008/12/mene-mene-tequel-ufarsim-daniel-5.html)

N'Ele, cujos olhos procuram os fiéis sobre a terra,
Francisco de Assis Barbosa, [ton fr ère dans Le sauvateur Jésus Christ]
Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;
- http://ogideao.blogspot.com/2008/12/mene-mene-tequel-ufarsim-daniel-5.html;
- http://ogideao.blogspot.com/2009/01/o-fruto-proibido.html

8 de novembro de 2009

Lição 7 - A Expansão do Reino

[Amado leitor, pensando em facilitar vosso estudo da revista, desenvolvi esse comentário seguindo os tópicos e subtópicos da revista do Mestre. Espero poder ajudar de alguma forma. Deus abençoe a todos abundantemente!]

TEXTO ÁUREO
"E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele" (2 Sm 5.10). Da mesma maneira que os capítulos 3 e 4 detalham como os da casa de Saul se iam enfraquecendo, assim também os capítulos 5 a 10 mostram como Davi se ia fortalecendo. Defere-se que a principal causa desse crescimento de Davi era a presença constante e soberana do Senhor nele (1 Sm 16.18). A Verdade Prática de hoje afirma: “O reino de Israel se tornou forte e respeitado tendo Davi como seu rei. O segredo de todo esse êxito foi a bênção de Deus.” Quando o Senhor está no controle, tudo vai bem.

OBJETIVOS

- Relatar a importância da cidade de Jerusalém para Israel e para a Igreja;
- Reconhecer que todo reino bem-sucedido suscita reações distintas;
- Identificar o legado de Davi para a história bíblica e para a Igreja.

Palavra Chave:
Expansão:
- Fazer crescer, ampliar, desenvolver-se. [Davi capturou Jerusalém e fez dela a capital eterna de Israel. Anexada à Israel, Davi tornou essa cidade num tipo de centro espiritual do mundo, além do que, veio a ser o centro da obra redentora efetuada por Deus em nosso favor. Foi em “Tzion” que Cristo realizou nosso resgate no calvário e também venceu a morte, e também foi lá que ele mesmo derramou sobre os discípulos o Consolador... Davi deu a partida, com sua obediência, com sua visão, com sua persistência... como Davi, a Igreja deve expandir o Reino de Deus, sem temer os coxos e cegos.]

INTRODUÇÃO
Davi é lembrado e respeitado por seu coração voltado a Deus, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Na lição anterior vimos que Davi precisou pôr em prática tudo que aprendeu em suas peregrinações quando fugia de Saul, precisou de muito ‘jogo de cintura’, muitas manobras políticas, e acima de tudo, precisou da fidelidade divina. A ascensão de Davi ao trono não foi pacífica, pelo contrário, foi cruenta e envolveu guerra civil. Mas não obstante tudo isso, mesmo enfrentando as investidas das nações vizinhas, e também conflitos internos, familiares e governamentais, Davi cresceu e prosperou, pelo fato de obedecer à direção de Deus para sua vida. A vida desse que foi o maior rei de Israel e predecessor do Messias, nos ensina que a disposição para admitirmos honestamente os nossos erros e fracassos é o primeiro passo para lidarmos com eles, e nos dá a consciência de que o perdão divino não irá remover as conseqüências do erro, e acima de tudo, nos mostra que Deus deseja a nossa total confiança e adoração!

I. A NOVA SEDE DE UM NOVO REINO

1. Jerusalém e sua posição estratégica.
Mencionada pela primeira vez na Bíblia sob o nome de Salém com seu rei e sumo-sacerdote Melquisedeque (Gn 14.18) veio a se tornar sob Davi a capital política e religiosa de Israel. A situação de Jerusalém entre as tribos do sul e as do norte explica a escolha de Davi. O nome da cidade é atestado desde o ano 2000 a.C.. A antiga cidade dos jebuseus (Dt 7) era naturalmente fortificada, encravada nas montanhas, o que a tornava militarmente estratégica e difícil de ser conquistada (Aqueles que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não pode ser abalado, mas permanece para sempre. Como estão os montes ao redor de Jerusalém, assim o Senhor está ao redor do seu povo, desde agora e para sempre. Sm 125.1,2), ocupava a colina de Ofel ou monte Sião ["Tzion" inicialmente se referiu a parte da cidade, mas depois passou a significar a cidade como um todo. Durante o reinado de Davi, ficou conhecida como Yir David (a cidade de Davi] designação da cidade que ocorre pela primeira vez na Bíblia aqui e a única em Samuel), entre os vales de Cedron e do Tiropeon; era dominada ao norte pelo cume onde Davi ergueu um altar (2 Sm 24.16) e Salomão o Templo (1 Rs 6) e o mesmo local onde Isaque foi livrado de ser sacrificado, monte Moriá, na eira de Omã (Gn 22.2; 2Cr 3.1).
Foi destruída por Nabucodonosor em 587 a.C (2 Rs 25) e em 70 d.C. pelo general romano Tito (Lc 21.20).
Jerusalém ou Sião virá a personificar o povo eleito (Ez 23; Is 62), é a morada de YAWEH e do seu Ungido (Sl 2;76.3; 110), o ponto de reunião de todos as nações (Is 2.1-5; 60), e é figura da nova Jerusalém mencionada em Ap 21.

2. Jerusalém e sua importância histórica. A cidade tem uma história que data do IV milênio a.C., tornando-a uma das mais antigas do mundo. Pesquisas arqueológicas indicam a ocupação de Ofel, desde a Idade do Cobre, ao redor do IV milênio a.C., com evidências de assentamentos permanentes durante o começo da Idade do Bronze (3000-2800 a.C). Acredita-se que Jerusalém como cidade tenha sido fundada pelos semitas ocidentais com assentamentos organizados em cerca de 2600 a.C.. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Sem, filho de Noé e Éber, bisneto de Sem, antepassados de Abraão.
Considerada santa por judeus, cristãos e muçulmanos, é centro espiritual desde o século X a.C. No curso da história, Jerusalém foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes. A origem do nome Yerushalayim é incerta, Alguns acreditam que é uma combinação das palavras hebraicas "yerusha" (legado) e "Shalom" (paz), ou seja, legado da paz. Outros salientam que a segunda parte da palavra seria Salem (Shalem literalmente "completo" ou "em harmonia"), um nome recente de Jerusalém. De acordo com um midrash “(Bereshit Rabá), Abraão veio até a cidade, e a chamou de Shalem, depois de resgatar Ló. Abraão perguntou ao rei e ao mais alto sacerdote Melquizedeque se podiam abençoá-lo. Este encontro foi comemorado por adicionar o prefixo Yeru (derivado de Yireh, o nome que Abraão deu ao Monte do Templo) produzindo Yeru-Shalem, significando a "cidade de Shalem," ou "fundada por Shalem." Shalem significa "completo" ou "sem defeito. Por isso, "Yerushalayim" significa a "cidade perfeita", ou "a cidade daquele que é perfeito". O final -im indica o plural na gramática hebraica e -ayim a dualidade, possivelmente se referindo ao fato que a cidade se situa em duas colinas. O pronunciamento da última sílaba como -ayim parece ser uma modificação posterior, a qual não havia aparecido no tempo da Septuaginta.”(http://pt.wikipedia.org/wiki/Jerusal%C3%A9m)
Mencionada no Antigo Testamento como "A Cidade de Davi" e também no Novo como "Cidade do grande rei", por exemplo, em sua carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo faz um interessante contraste entre a Jerusalém histórica, a qual ele chama de terrena, e a Jerusalém espiritual, a qual ele chama de lá de cima (Gl 4.25,26). No perfeito estado eterno de "um novo céu e uma nova terra" (Ap 21), Deus fará a nova e resplandecente Jerusalém descer do céu e pairar nas alturas acima da nova terra (vv.1,2). Que cena maravilhosa não será?! Leia Apocalipse 21.10,11. Jerusalém possui não somente uma posição estratégica, mas também uma importância histórica para Israel e para a Igreja.

REFLEXÃO: "Deus nunca fez uma promessa que fosse boa demais para ser verdade". D. L. Moody (Revista do Mestre)

CURIOSIDADE: A Bíblia se refere a duas "cidades de Davi", uma por nascimento, outra por conquista. Por nascimento, lemos que: "Davi era filho de um efrateu de Belém de Judá, chamado Jessé, que tinha oito filhos." (1Sm, 17.12). Por conquista, nos ensina a Bíblia que Davi marchou com seus homens sobre Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam o território e conquistou a fortaleza de Sião, que ficou sendo a cidade de Davi. (2Sm, 5.7). Assim, das duas cidades de Davi, uma o é por nascimento, outra por conquista. Porém, curiosamente, o Antigo Testamento refere-se apenas à Jerusalém quando aplica o título de "Cidade de Davi". Talvez porque o título se aplicaria mais apropriadamente à cidade que Davi conquistou por seu mérito do que à sua terra natal. Já o Novo Testamento chama Belém de "Cidade de Davi", pois busca-se associar o nascimento do Antítipo de Davi, o Messias, à sua descendência real, o que também é perfeitamente justificado.

II. UM REINO CRESCENTE DESPERTA INIMIGOS

1. Um período de conquista.
Flavio Josefo diz que vieram a Hebrom seis mil e oitocentos homens da tribo de Judá, armados de lanças e de escudos, que tinham seguido o partido de Isbosete... todos, de comum acordo, declararam a Davi rei (História dos Hebreus, pág 152, CPAD, 1990). Uma vez unificado o reino, Davi sem demora, marcha para Jerusalém e dá início a suas conquistas militares. A marca registrada desse rei, o conselho do Senhor, é apresentada outra vez: após consultar o Senhor e fazer o que este lhe ordenara, obtem vitória contra os jebuseus, habitantes de Jerusalém (2Sm 5.6). Após derrotar os jebuseus, a Bíblia diz que "ouvindo, pois, os filisteus que Davi fora ungido rei sobre Israel, subiram todos para prender a Davi" (2 Sm 5.17). Entretanto, a Escritura informa-nos que ele "feriu os filisteus desde Geba até chegar a Gezer" (2 Sm 5.25).
Sobre a conquista de Jerusalém, também conhecida como a fortaleza de Sião (2 Sm 5.7), o Salmo 2 vai nos mostrar esse fato e apresentá-lo como sendo um tipo da conquista do Messias que viria (Sl 2.6). Isso se explica pelo fato de que não somente Davi se torna um tipo do Messias vencedor, mas a própria Jerusalém terrestre, um tipo da celestial (Gl 4.26).
2. Reconhecimento lá fora. Como acontece hoje na política global, quando Davi logrou êxito na investida sobre Jerusalém e consolidou o reino, de imediato, como que ‘reconhecendo a nova nação’ Hirão, rei de Tiro, cidade portuária da Fenícia, a cerca de 56 Km ao norte do monte Carmelo, envia ao rei Davi, um presente, acompanhado de embaixadores a fim de firmar uma aliança. Esse ato do rei de Tiro foi um sinal para Davi da aprovação divina e a confirmação de sua casa sobre Israel. Na política sabe-se que “não há ninguém bobo” (Presidente Lula), Hirão precisava dos produtos agrícolas da Palestina (Es 3.7) bem como das rotas comerciais que cruzavam Israel, agora um reino vitorioso e com uma política expansionista, era vital então uma aliança, aliança essa que perdurou até Salomão.
O texto sagrado destaca que Davi "ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele" (2 Sm 5.10). Essa presença divina na vida e no reinado de Davi foi notória até fora de Israel, o que é demonstrado pelos presentes trazidos pelos mensageiros enviados por Hirão, rei de Tiro (2 Sm 5.11). Esse é mais um exemplo de que a nação escolhida por Deus só avançava quando o seu Rei estava no comando e Davi ais que qualquer outro na história antiga de Israel, sabia reconhecer que no seu reinado todas as bênçãos materiais e espirituais sobre o povo, a terra e o culto divino procediam de Deus.
Essa expansão do reino de Davi despertava admiração e ao mesmo tempo inimizade (5.17).

III. NOVO REINO, NOVOS ALVOS A ALCANÇAR

1. Adoração ao Senhor.
A Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus e permaneceu em seu poder por sete meses, sendo posteriormente restituída a Israel e levada para Quiriate-Jearim (1Sm 7.2), no decurso de todo o reinado de Saul, ela permaneceu lá, sendo negligenciada e ‘condenada’ à obscuridade, isso revela a total incúria daquele déspota para com a adoração em seu reinado. Ao assumir o trono, a preocupação de Davi foi em restaurar a adoração ao Deus de Israel. A Arca representava a direção, a provisão, o poder e a misericórdia de Deus. Ao trazer a Arca para o centro do seu governo, demonstrou a sua vontade em reconduzir a nação de volta ao seu propósito existencial: YAWEH e a Lei no centro da vida nacional.
Várias vezes no ano, os judeus subiam para essa cidade, situada 750 metros acima do nível do mar, na região montanhosa, entoando os Salmos de subidas ou de degraus, também chamados de Salmos de romagem, os quais eram cantados pelo povo que olhava para Jerusalém, se preparando para participar do louvor na cidade santa. Uma série de 15 destes Salmos (120 - 134),

2. Um projeto de construção. Davi acabara de se mudar para a casa de cedros que Hirão, rei de Tiro, lhe havia presenteado, viu a sua própria casa, agora um palácio real construído com material importado e desejou edificar uma casa (um templo) para Deus. Conhecedor do intento de Davi, o Senhor confirma a casa (dinastia) de Davi e diz que seria seu filho, Salomão, quem edificaria um templo ao Senhor. Cristo, o Antítipo de Davi, teve seu reino espiritual consolidado, agora nós, filhos do Rei, temos a comissão de construir um templo ao Senhor! Que maravilha! O salvo em Cristo agora é o templo e morada do Espírito Santo (Tg 4.5). Nesta era da Igreja, cada crente é santuário de Deus e, por isso, pode adorá-lo pelo Espírito Santo, que no crente habita, em qualquer lugar (1 Co 3.16). Quando vivemos no relacionamento correto com Deus, Ele pode derramar todas as suas bênçãos sobre nós. [... ] Após a morte de Saul, o Senhor deu a Davi uma promessa por meio de seu profeta Natã. A respeito de Salomão, o filho de Davi, Deus disse: "Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre" (2 Sm 7.13). E Deus acrescentou: "Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre" (v.16). Esta promessa é a base da aliança davídica. A "casa" de Davi é uma referência a sua linhagem familiar. O "trono" de Davi simboliza o governo de sua família sobre o reino de Israel. O "reino" inclui tanto o povo como seu território. As gerações subsequentes de israelitas, tanto no NT como do AT, conheciam esta promessa e aceitavam-na como sendo literal: somente através da família de Davi haveria reis sobre Israel" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.37).

CONCLUSÃO

Davi, o filho caçula de Jessé, pastor, musico, pajem, oficial do rei, fugitivo, bandoleiro, foi o grande rei de Israel. Ele foi tão importante no plano de Deus que o trono de Israel é chamado de o trono de Davi. Cristo Jesus é ainda aludido como o filho de Davi, referindo-se à Sua linhagem para o trono. Davi tinha cerca de 20 anos quando decidiu a batalha contra os filisteus ao vencer o valente Golias. Tinha 30 anos quando começou a reinar em Hebrom, e 37 quando foi aclamado o grande rei sobre todo Israel. Viveu 70 anos, durante os quais foi um grande rei e um grande profeta.
Não obstante o sucesso espiritual e conseqüentemente, material de Davi, esse homem caminhou pelo vale da vergonha quando do episódio com Bate-Seba, esposa de Urias (1Rs 15:5), e apesar dos seus maus e reprováveis procedimentos que a Bíblia não omite por ser Ela imparcial, tinha o propósito de amar ao Senhor, buscá-Lo e consultá-Lo em oração, adorá-Lo e sempre fazer sua vontade. Por isso, o seu reinado em Israel tornou-se forte e estável. O legado de Davi para a história bíblica e universal e, particularmente, para a Igreja atual, é muito importante, pois nele está materializada a história de Israel, bem como uma marcante experiência espiritual. Por conseguinte, Davi é citado em o Novo Testamento por diversas vezes.

APLICAÇÃO PESSOAL

Nos dias de Salomão, Israel alcançou a sua glória, em poder e riquezas, mas a base dessa futura potencia foi lançada por Davi, que a partir de um reino despedaçado, que Saul havia deixado como herança, construiu um reino forte e coeso. Sobressai-se na vida devocional desse grande homem a submissão a YAWEH e a preocupação constante em estar direcionado pela vontade divina – esse é o segredo do seu sucesso - o seu coração totalmente voltado para Deus.
Obediência é o grande legado de Davi para todos nós, foi por esta razão que Deus o abençoou.Não quero afirmar aqui que poderemos alcançar o mesmo sucesso material, no entanto, nossa obediência a Deus é, certamente, a melhor e mais acertada decisão. Muitas vezes estamos mais parecidos com Davi quando este estava a ‘curtir’ seu palácio e veio a cair, acrescentando ao seu curriculum os predicados ‘traidor, mentiroso, adúltero e assassino’. Essa batalha que se trava dentro de nós conforme bem explicita Paulo em Gl 5.17, e encontra guarida em nossos sentimentos tornando-se em atos que muitas vezes prejudica ou até mesmo mata(espiritualmente) alguém, pelo simples fato de esquecermos que obedecer é um princípio fundamental da vida cristã. O Deus de Davi continua o mesmo. Ele ainda requer obediência. Davi é um exemplo de que, sem obediência a Deus, o líder não conseguirá obter o bom êxito e a expansão da obra de Deus.

PARA REFLETIR UM POUCO MAIS:
O verdadeiro homem/mulher de Deus é um homem/mulher da Bíblia e o meditar nesse livro faz o homem/mulher, coroa da criação, sonhar e desejar por alçar vôos mais altos e se livrar de qualquer espécie de amarras que o prenda. Ser cristão é ser cônscio e ferrenho defensor da luta em favor da justiça. A história está repleta de exemplos de que por onde a doutrina protestante passou, houve avanços em todas às áreas da vida. Basta olhar para a história de nações como a Holanda, Inglaterra e Estados Unidos para comprovarmos isso. Não podemos nos envergonhar do evangelho, “porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê primeiro do judeu e também do grego.” (Rm 1:16).
Se quisermos realmente transformar nosso país numa grande nação, a exemplo de Davi, teremos que restaurar o culto ao Senhor, trazer a Arca (presença de Deus, direção, a provisão, o poder e a misericórdia de Deus); como Davi, a Igreja deve expandir o Reino de Deus em terras tupiniquins, sem temer os coxos e cegos. O protestantismo brasileiro quer seja ele o histórico, pentecostal ou neo-pentecostal tem essa comissão.
SOLA FIDE, SOLA SCRIPTURA, SOLUS CHRISTUS, SOLA GRATIA, SOLI DEO GLORIA!
N’Ele, nosso YAWEH T’Sabaoth,
Francisco de Assis Barbosa, [ton frère dans Le sauvateur Jésus Christ]
Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;
- Dicionário Vine – CPAD
- História dos Hebreus, pág 152, CPAD, 1990

2 de novembro de 2009

Lição 6 - Davi Unifica o Reino de Israel

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Explicar a importância da unificação do reino de Israel por Davi.
- Refletir acerca dos problemas que a divisão pode trazer para qualquer instituição.
- Identificar a relevância do culto ao Senhor para Davi e as consequências disso para o êxito de seu reinado.

Palavra Chave:
Unidade:- Qualidade daquilo que não pode ser dividido.

INTRODUÇÃO

O registro histórico mais antigo que se conhece sobre o termo Israel (מַלְכ), data do ano 1210 a.C., mencionado na Estela de Merneptah (num poema dedicado ao faraó Merneptah), em que o nome não é associado a um local geográfico, mas a um povo.
Nunca existiu um verdadeiro poder central em Israel pois cada tribo governava a si própria. Os líderes nacionais, que se designavam "Juizes" tinham um poder muito frágil e só conseguiam unir as várias tribos em caso de guerra com os povos inimigos. A união entre as tribos era tão frágil que por vezes guerreavam entre si. Esta nação estava fadada ao fracasso. Somente num governo dirigido por Deus poderia haver uma coalisão, mas, rejeitando o governo teocrático, as tribos israelitas intentaram unir-se e instaurar a monarquia. O profeta Samuel, último dos Juízes, orientado por Deus, ungiu a Saul, da Tribo de Benjamim, como o primeiro rei de Israel. O seu reino abrangia a região montanhosa de Judá e de Efraim, e tinha a sua capital em Gibeão, cidade benjamita, atual El-Jib, a 8 km ao norte de Jerusalém.
O segundo rei, desde sua unção por Samuel, aos treze anos até a assunção do trono de Israel, realizou uma caminhada espinhosa. Em muitos momentos, além de suas virtudes - acrescidas e potencializadas pelo Espírito Santo - Davi precisou ter muito ‘jogo de cintura’ para costurar o pano político de unificação do reino. Quais foram às atitudes tomadas por Davi que o fizeram vencedor? Que passos ele seguiu?
Davi foi coroado apenas sobre a porção de Judá e as outras tribos seguiram a Abner e a Isbosete. Quando esse general de Saul se viu afrontado pelo sobrinho e decidiu procurar Davi e propor-lhe a unificação, Davi encontrou-se em uma verdadeira ‘sinuca de bico’: teria que se sobrepor a Isbosete, único filho de Sal e legítimo herdeiro ao trono. Davi chamou Isbosete de homem justo (2Sm 4.11) e entendia que nada havia de errado em este reinvindicar o trono. Mediante a proposta de Abner, Davi deu-lhe uma resposta seca: “ótimo, estou feliz por voce querer unir o reino de Israel sob a minha liderança’ (3.13).
De Hebrom até a unificação do reino, levaram-se longos 7 anos e meio sobre a tribo de Judá; a seguir, reinou sobre as doze tribos por 33 anos (2 Sm 5.4,5). Apesar de ser de conhecimento publico a profecia que prenunciava a Davi um reinado sobre toda a nação hebraica (2 Sm 5.2), não foi fácl, precisou Davi articular com muita habilidade política, colocando em prática o aprendizado em Adulão sobre paciencia, confiança em Deus e liderança. Foi muito atribulada a jornada de Davi até chegar ao palácio real, todavia, ele estava dentro do plano de Deus para esse fim.
Hebrom se tornou a capital de Davi por sete anos e meio, mas depois Jerusalém se tornou a capital de todo o Israel unido. Para Hebrom, Davi conduziu consigo desde Ziclague, todos os que o seguiam – suas duas esposas, todos os seus homens e suas familias e eles habitaram nas cidades de Judá. Finalmente, o dia de glória para Davi havia chegado, ainda que parcialmente, desde sua unção em 1Sm 16, foram anos de sofrimente, de treinamento para essa ocasião especial. Aqui tem-se o principio do cumprimento da promessa feita por Deus de que Judá seria a tribo predominante e o rei de Judá se tornaria o predessessor do Messias que estava por vir, que seria o eterno rei de Judá e de todo o Israel (Gn 49.10; 1Cr 5.2).

I. A MONARQUIA AMEAÇADA

1. O nascimento e a morte de um sonho . Saul tinha tudo a seu favor para fazer do novissimo reino um reino glorioso, se tão somente permanecesse na direção de Deus. O que inicialmente nasceu da alegria do povo por se tornar uma nação como as demais, logo esvaneceu e certamente não terminou o seu reinado conforme eles idealizaram. O pensamento de que um rei que se assemelhasse aos monarcas das outras nações daquela época, seria capaz de levá-los à segurança não era o mesmo pensamento do Senhor. Deus havia permanecido com Saul mas quando este pecou e o rejeitou, o Senhor se foi e retirou do rei o seu Espirito Santo. Há aqui uma tremenda advertencia para nós hoje, não estamos isentos, mesmo no tempo da graça, de passarmos por esses percalços e abandonarmos ao Senhor e Ele por sua vez, retirar de nós o seu Espírito Santo! (2Tm 2.12)
Com a decadência espiritual e posterior morte de Saul, acabou também o sonho daqueles que idealizaram seu reinado. Fora da vontade de Deus, não há garantias de que sonho algum se realize. Aliás, cabe qui frizarmos que a realização de promessas e sonhos está condicionada à obediência ao Senhor. Aquela não pode acontecer sem esta (1 Cr 22.12,13).

2. O trágico fim de Saul. Saul finda sua história de maneira trágica e humilhante, o suicídio tinha o fim de evitar cair nas mãos inimigas mas revela a condição espiritual deste que um dia foi morada do Espírito Santo de Deus. Gravemente ferido, pediu ao seu pajem que terminasse com o sofrimento, este negou-se a fazê-lo, Saul então atira-se sobre a própria espada. Isto não evitou o ultraje e o escárnio pois que, seu corpo foi decapitado e sua cabeça enviada à Filistia declarando publicamente a grande vitória obtida sobre Israel, colocando depois sua armadura no templo de Astarote, a deusa da fertilidade dos caaneus e pendurando a cabeça de Saul no templo de Dagon, o deus meio homem meio peixe de Asdode (1Sm 5.1-12). Em lealdade a Saul, e mesmo correndo riscos, os habitantes de Jabes-Gileade retiraram o corpo de Saul e de seus filhos da condição na qual se encontravam e levaram para Jabes-Gileade e os queimaram naquele local. Este ato de coragem foi uma expressão de gratidão pelo seu próprio resgate efetuado por Saul, narrado no capítulo 11. Além do que, era extremamente vergonhoso aos mortos ficarem expostos sem sepultura. Posteriormente os restos mortais de Saul e seus filhos foram levados para o túmulo da família (2Sm 21.12-14). Davi reconheceu o valor de Saul como guerreiro, apesar deste ter sido seu ferrenho perseguidor por mais de dez anos, Davi foi sincero ao expressar sua tristeza com o fim pífio do rei. Saul inaugurou seu reinado vencendo e triunfando e terminou perdendo, envergonhando e finalmente tirando a própria vida, deixando Israel em uma situação difícil. O declinio e queda do rei deu-se às seguintes causas e efeitos:
- Um sacrificio presunçoso: (13.7-14) – a perda do reino é predita (13.14);
- Uma maldição insensata: (14.24-28) – A maldição cai sobre Jônatas (14.43-45);
- Ter poupado a vida de Agague e seus rebanhos: (15.7-9) – A perda do reino (15.27-28);
- Perdeu a comunhão com Deus: (28.16-17) – Não obtem respostas às orações (28.26);
- Volta-se à feitiçaria: (28.7, 8) – A ruina é predita (28.19);
- Comete suicidio: (31.4) – O fim da dinastia (31.4-6).
O recomeço seria agora mais dificil, somente um homem capacitado na liderança, habil na política, paciente e confiante em Deus poderia restabelecer a ordem. O fracasso do reinado de Saul ameaçou a monarquia de Israel, no entanto, a liderança empática de Davi possibilitou um recomeço. Somente o Senhor podia agora reconstruir, alentar, encorajar, unificar e sarar o seu povo. Aqui há mais uma lição de liderança empática e de como é importante colocar as questões pessoais de lado em benefício do Reino.
REFLEXÃO:- Embora Davi fosse famoso, bem-sucedido e muito amado, soube colocar Deus em primeiro lugar na sua vida e serviu ao povo conforme os propósitos divinos.(Bíblia de Aplicação Pessoal).

II. O REINO ABALADO
1. Do exílio ao trono. A morte de Saul favoreceu o retorno de Davi do exílio, onde esteve por longos 10 anos na obscuridade. Aqui nós vemos a diferença entre o primeiro e o segundo rei, Davi antes de tomar qualquer atitude, consultou ao SENHOR sobre o que fazer naquele momento (2 Sm 2.1). Deus o dirigiu para a cidade de Hebrom com seus familiares e seus homens, isto é, sua guarda que o apoiou e protegeu no deserto. No meio de sua tribo, de sua parentela e do seu povo, Davi logo foi aclamado como rei sobre a casa de Judá (2 Sm 2.4). Apesar de ser o homem segundo o coração de Deus, Davi, assim como Saul (1 Sm 10.27), enfrentou a retaliação de uma parte do seu povo, pois Abner, precipitada e arbitrariamente, constituiu a Isbosete como rei sobre uma área que compreendia a maior parte do território de Israel. Esse acontecimento antecipa o que oitenta anos depois realmente ocorreria: a divisão do Reino (1 Rs 12.1-33).
2. Um reino sem aprovação divina. As tribulações e adversidades enfretadas pela nação foram sempre fruto de uma escolha errada e à parte do Senhor, a articulação politica de Abner para estabelecer a Isbosete no trono foi aversa ao estabelecido por Deus: que Davi seria o rei escolhido para governar Israel (1 Sm 16.1), o reino havia passado da casa de Saul e isso era de conhecimento de toda a nação. Mesmo assim o povo constituiu a Isbosete (este filho de Saul é chamado ora de Isbaal – 1Cr 8.33: 9.39 – ora Isbosete, em que o termo baal é substituido pelo termo bosete [vergonha]) rei sobre Israel (2 Sm 2.8-10). Este último filho de Saul não passou de um mero boneco nas mãos de Abner, sua assunção ao trono causou uma guerra civil entre a casa de Saul e a casa de Davi. A transferencia de poder não se deu pacificamente, houve muita resistencia por parte das tribos do norte. O reino de Israel foi abalado tanto pela morte de Saul, quanto pela constituição de Isbosete como rei de uma parte do território da nação. A unificação só foi possivel após Abner decidir juntar-se a Davi.
REFLEXÃO: "Ao unir-se com seus irmãos em Cristo para perseguir um objetivo comum, você realiza muito mais do que faria sozinho". Evelyn Christenson

III. A MONARQUIA RESTAURADA
1. A unção real. Já são passados sete anos e meio como rei parcial, agora são os anciãos das tribos do norte que buscam aliança com Davi: "Então, todas as tribos de Israel vieram a Davi, a Hebrom, e falaram, dizendo: Eis-nos aqui, teus ossos e tua carne somos. E também dantes, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o SENHOR te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel e tu serás chefe sobre Israel" (2 Sm 5.1,2). Alegando parentesco e outras duas razões, apresentam o desejo de juntar-se a Davi. Esta aliança não acabou com o sentimento separatista, a dissolução do reino unido aconteceu no reinado de Roboão (1Rs 12.16).
2. Restaurando o culto. Uma das diferenças básicas entre Davi e Saul é que este não demonstrava muita preocupação com o culto ao Senhor e com os ministros do culto, enquanto aquele comprova um zelo especial pela adoração a Deus (Leia os capítulos 6 e 7 de 2 Samuel). Não se pode governar, reinar ou fazer qualquer outra coisa com êxito se há negligência no culto a Deus. Quando Saul lembrou-se de levantar um altar a Deus, já estava todo complicado por causa de suas transgressões às ordens do Senhor. Não esqueçamos esse fato, pois o Eterno considera primeiramente, e antes de qualquer coisa, a obediência (1 Sm 15.22). Davi foi coroado rei de todo o Israel pelos próprios anciãos do povo que reconheceram a unção real sobre sua vida, que zelava pela adoração a Deus acima de tudo.

CONCLUSÃO

Finalmente coroado rei de todo o Israel, a promessa de Deus torna-se cumprida. Embora essa unificação durasse por meros 75 anos, a casa de Davi estaria sobre Judá por mais de 400 anos. Esperou Davi pcientemente pelo cumprIo da promessa, aos 37 anos vê-se rei sobre o reino unido. Como o Israel de Deus que hoje somos, devemos saber que sem unidade nenhum edifício se mantém de pé. É por isso que não devemos medir esforços na busca da unidade do corpo de Cristo, que é a Igreja (Ef 4.3). O Novo Testamento revela claramente a eterna unificação do reino de Deus através do perfeito e autêntico "Filho de Davi" - o Senhor Jesus Cristo (Mt 21.9; Lc 1.32,33).

APLICAÇÃO PESSOAL

Fica evidente em toda a história de Davi a sua paciencia para esperar o tempo certo, o seu temor ao Senhor, agindo apenas sob sua direção, a fé confiante no Deus de Israel que seria fiel em cumprir sua promessa.
Embora tenha passado pelo vale da sombra e da morte, não temeu, sua convicção e esperança garantiram a vitória. Quando você confia no Senhor no meio da provação, Deus faz você tão firme quanto o monte Sião. Apesar de Davi ser um homem segundo o coração de Deus, enfrentou a retaliação de uma parte do seu povo quanto a unificação do reino. Isso nos mostra que a dificuldade de o povo de Deus estar unido não é recente, mas um problema antigo, que demanda esforço e persistência da liderança em sua busca. Estarmos unidos é a premissa básica para que nossas principais instituições estejam fortalecidas. Como crentes, nosso valor próprio é baseado no fato de que Deus nos ama e nos chama de seus filhos. Saber que somos seus filhos nos encoraja a viver tal qual Jesus viveu entre nós.
Não estamos livre das adversidades e tristeza, mas elas não podem passar do círculo exterior. O próprio Deus se torna o seu perímetro interno de cuidado e proteção. Momentos difíceis não são desculpa para má conduta. É importante continuar vivendo retamente, mesmo quando tudo vai mal.
N’Ele, nosso fator de unidade,
Francisco A Barbosa [ton frère dans le sauveteur Jèsus Christ].
Professor de EBD na IEAD Ministério Belém, em São Caetano do Sul, SP

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB PURKISER, W.T.