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LIÇÃO 11 - O Evangelho do Reino no Império do Mal


Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
“As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem Final de CRISTO à Igreja”.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto

LIÇÃO 11
O Evangelho do Reino no Império do Mal
10 de Junho de 2012
TEXTO ÁUREO

[...] Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas(Ap 14.7).. – O evangelho é eterno, em contraste com a antiga aliança, que era provisória, e deve ser ouvido universalmente. É uma boa nova para aqueles que respondem a ele, mas julgamento àqueles que o recusam[a].

VERDADE PRÁTICA
Apesar de sua influência e poder, o Anticristo não poderá calar a verdade do Evangelho — a Palavra de Deus é para sempre.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse 14.1-7.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Conhecer a permanência da inspiração das Escrituras após o arrebatamento;
·         Explicar o papel dos mártires, dos 144 mil selados, das duas testemunhas e a proclamação do evangelho eterno na Grande Tribulação; e
  • Conscientizar-se de que haverá salvação na Grande Tribulação.


Palavra Chave
Evangelho: Boas Novas de Jesus Cristo, o Messias;  Doutrina de Cristo; Cada um dos quatro livros principais que a encerram (o Evangelho de Mateus, o de Lucas, o de Marcos e o de João). Os Evangelhos são um gênero de literatura do cristianismo primitivo que contam a vida de Jesus, a fim de preservar Seus ensinamentos ou revelar aspectos da natureza de Deus. O desenvolvimento do Cânon do Novo Testamento deixou quatro evangelhos canônicos, que são aceitos como os únicos evangelhos autênticos para a maioria dos cristãos[b].

COMENTÁRIO

introdução

De acordo com as Escrituras, importantes eventos deverão ocorrer antes da parousia do Senhor. O discurso escatológico de Jesus registrado em Mt 24. 9-12, 21-24; Mc 13.9-22; e Lc 21.22-24, parecem ter encontrado cumprimento parcial nos dias que precederam a destruição de Jereusalém, mas é certo que elas terão um cumprimento maior no futuro, no período conhecido como “A Grande Tribulação”, onde tudo excederá e sobrepujará tudo quanto já foi experimentado. Como foi visto na lição anterior, a aparição do homem do pecado, muitas tentativas já foram feitas no decorrer da história para identificar esse homem do pecado em figuras de grande poder e autoridade ou que trouxeram ruína e devastação para todas as nações. Na realidade estes podem ser descritos como “anticristos” no sentido de serem precussoras do anticristo final (1Jo 2.18). Mas um homem do pecado muito pior irá ainda se levantar no cenário mundial e produzirá dor e sofrimento sem igual; contudo, este não terá êxito em seu intento de emudecer a voz do Evangelho nem calar a voz dos mártires. Certamente Deus proverá meios para alcançar aqueles que, durante esse período de Grande Tribulação, hão de ser alcançados com a soberana graça. Para os dispensacionalisatas, nesse tempo, a Igreja de Cristo já não estará na terra; mas Deus continuará no controle de tudo. Até o próprio Diabo, que dará a impressão de reinar absoluto, estará sob o seu comando. A voz divina não pode ser calada. Boa aula!

desenvolvimento

I. A PALAVRA DE DEUS APÓS O ARREBATAMENTO

Muita gente ainda supõe que, após o rapto da Igreja, a Bíblia Sagrada perderá a sua inspiração. Tal crença origina-se de teologias e narrativas extravagantes e anti-bíblicas. A Palavra de Deus, porém, subsiste eternamente (Is 40.8).
1. A Palavra de Deus é eterna. “A palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pe 1.25); Pedro citando o texto de Isaías 40.8 indica que toda a glória e realizações humanas estarão sempre sujeitas às mudanças, mas a Palavra de Deus não sofre qualquer mudança, e ainda, permanece para sempre. “O evangelho eterno é o mesmo proclamado pelos apóstolos e registrado no Novo Testamento. Não há outro evangelho, como bem acentuou Paulo: ‘Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que temos pregado, seja anátema’ (Gl 1.18). Mesmo em meio a Grande Tribulação, Deus tudo faz para trazer os pecadores ao arrependimento. A mensagem do evangelho é sempre redentora; convida o povo a reconhecer o amor, a soberania e a santidade de Deus” (Horton, p.202).
2. A Palavra de Deus é o fundamento do Juízo Final. Além do livro da vida – o registro celeste dos que receberão a nova vida através da compra pelo sangue de Cristo. Em meio à perseguição e ao grande poder da besta, os santos podem encontrar segurança na garantia de Deus quanto à sua cidadania celeste, garantia semelhante à encontrada no Capitulo 7. Outros livros serão abertos no dia do Juízo Final. Conclui-se, pois, que as Escrituras Sagradas lá estarão; nelas se encontram tanto as promessas quanto os juízos divinos (Dn 7.12). Posto que a Bíblia Sagrada não perderá a sua divina inspiração, quem a proclamará após o arrebatamento da Igreja? O Apocalipse mostra que esse trabalho ficará a cargo dos mártires, dos cento e quarenta e quatro mil, das duas testemunhas e do anjo que percorrerá os céus com o evangelho eterno.
3. O Espírito Santo após o arrebatamento da Igreja. O pastor Donald Stamps, comentarista da Bíblia de Estudo Pentecostal escreve o seguinte: “No começo dos sete anos de tribulação, o Espírito Santo será ‘afastado’. Isso não significa ser Ele tirado do mundo, mas que cessará sua influência restritiva à iniquidade e ao surgimento do Anticristo. Todas as restrições contra o pecado serão removidas, e começará a rebelião inspirada por Satanás. O Espírito Santo, todavia, agirá na terra durante a tribulação, convencendo pessoas dos seus pecados, convertendo-as a Cristo e dando-lhes poder (Ap 7.9,14; 11.1-11; 14.6,7)”. A ação do Espírito Santo restringindo o pecado é levada a efeito em grande parte através da igreja, que é o Seu templo e morada (1Co 3.16; 6.19). Não entendo que o Espírito Santo saia da terra, Ele estará ativo em sua obra de convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo; é o que se depreende daquilo que está registrado em Apocalipse 7.9, onde João descreve uma grande colheita de almas: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, [aglomeradas] de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos”. O texto fala em “uma multidão que ninguém podia contar”. Portanto, muitos se convencerão do pecado durante esse período. São os novos crentes, que se converterão depois do Arrebatamento. Estes crentes se convencerão do pecado durante os julgamentos que Deus enviará ao mundo no período da Tribulação. Deus nunca teve e jamais terá senão um modo de salvação. Esse um modo é pela graça através da fé. “Mas”, pode alguém dizer, “como pode alguém salvar-se depois que o Espírito Santo foi tirado do mundo?” A resposta é que serão salvos justamente como foram antes do dia de Pentecostes. Durante o período da grande tribulação o Espírito Santo terá acesso ao mundo tanto como Ele teve antes do dia de Pentecostes.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
A Palavra de Deus subsiste eternamente, mesmo após o arrebatamento da Igreja.

II. A PROCLAMAÇÃO DOS MÁRTIRES
Tanto no Império Romano como em nossos dias, muitos são os torturados e mortos por amor a Cristo. Todavia, os martírios durante o governo do Anticristo superarão a todas as cifras já registradas. Será o Holocausto dos holocaustos.
1. A identidade dos mártires. Na perspectiva do Apocalipse, os santos e os mártires são todos os "sobreviventes da grande tribulação", ou seja, os "que lavaram as suas vestes e as branquearam no Sangue do Cordeiro" (Ap 7.14).Estes mártires serão aqueles que recusarão a adorar a besta no periodo da grande tribulação , Deus na sua graça antes de começar a grande tribulação vai envangelizar (V6) o mundo todo e grande multidão crerão em Cristo e morrerão por esta causa”( Ap 14.12,13). Estes não pertencerão a igreja,mas vão ressuscitar e reinar com Cristo (Ap 20.4).
2. A fé sob o martírio. Por causa de sua postura confessante e testemunhal, serão degolados pelo governo do Anticristo (Ap 20.4). Eles, porém, não temerão perturbar o império do mal com o Evangelho do Reino. As Escrituras continuarão a ser divulgadas em escala mundial; evidentemente com a perseguição do anticristo que intentará destruí-las, assim com já aconteceu em  e acontece em nossos dias em países onde está a igreja perseguida. Enganam-se, portanto, os que afirmam que, após o arrebatamento da Igreja, as Sagradas Escrituras perderão a sua inspiração sobrenatural e única. Tal ensinamento não conta com qualquer respaldo bíblico. Afirma o profeta Isaías: “Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso DEUS subsiste eternamente” (Is 40.8). As Escrituras são claríssimas ao afirmar que a salvação na Grande Tribulação exigirá o martírio, ou seja, para que alguém seja salvo, além de crer em Jesus com toda esta dificuldade de ordem espiritual, terá de morrer por causa do testemunho de Jesus e do amor pela Palavra de Deus. Na Grande Tribulação, a salvação dependerá do derramamento do próprio sangue, além da fé no poder do sangue de Jesus.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
No Império Romano e na modernidade, os números de mártires cristãos foram muitos. Mas nada será comparado aos números de mártires no período do Anticristo.

III. A PROCLAMAÇÃO DOS 144 MIL
Além dos mártires oriundos de todos os povos e nações, haverá um grupo de 144 mil judeus, que também estará confessando a Cristo durante o governo do Anticristo.
1. A identidade dos 144 mil. “Tem havido muita controvérsia acerca desses santos. Dizem alguns serem os mesmos 144.000 saídos das 12 tribos de Israel, conforme nos mostra o capítulo sete. Outros dizem ser [...] crentes fiéis [...] de diferentes lugares e épocas. [...] Veem-no como um número de plenitude de maneira a incluir todos os crentes que tem andado com o Senhor [...]. Seja como for, podemos ter certeza de que Jesus conhece os que lhe pertencem” (Horton, p.198).
2. A elevada posição dos 144 mil. Inferimos do texto sagrado, que Deus os tomará para si após os terem assinalado. Isto porque, mais adiante, João os vê no monte Sião acompanhando o Cordeiro (Jo 14.1). Em sua testa, o nome do Pai e do Filho. São israelitas que se converterão a Cristo logo após o arrebatamento da igreja (Ap 7.1-8). E precederão a conversão nacional de Israel, que se dará no final da Grande Tribulação (Zc 12.10). Por isso são tratados por Deus como as suas primícias (Ap 14.3). O que a Bíblia diz e o que eles são na verdade, é um remanescente convertido do povo judeu que pregarão na grande tribulação após o arrebatamento da Igreja: “E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel: da tribo de Judá havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben... da tribo de Gade... da tribo de Aser... da tribo de Naftali... da tribo de Manassés... da tribo de Simeão... da tribo de Levi... da tribo de Issacar... da tribo de Zabulom... da tribo de José... da tribo de Benjamim, doze mil assinalados (de cada tribo)” ( Ap 7.4-8)

SINOPSE DO TÓPICO (III)
Haverá um grupo de 144 mil testemunhas que confessarão o Cristo de Deus durante o governo do Anticristo

IV. A PROCLAMAÇÃO DAS DUAS TESTEMUNHAS

Se bastou Moisés para perturbar o Egito e Elias para conturbar o reino apóstata de Israel, o que não farão dois profetas semelhantes a eles atuando conjuntamente? É o que se dará durante o governo do Anticristo.
1. A identidade das duas testemunhas. “Tem havido muita especulação a respeito de quem são estas duas testemunhas. Alguns interpretam como duas comunidades, ou dois grupos de pessoas. Contudo, a descrição é específica. Tratam-se realmente de duas pessoas. [...] As duas testemunhas de Apocalipse 11.3 são descritas como castiçais que estão diante do Deus da terra; isto é, diante do Deus verdadeiro. Estão constantemente em sua presença. Quando profetizam espargem a luz que vem de Deus [...]” (Horton, p.154). O Pr Esdras Bentho discorrendo sobre a Identificação e ministério das duas testemunhas (11.3), afirma: “Existem diversas opiniões não conclusivas a respeito da identidade das duas testemunhas. Antes, porém, é necessário identificarmos que se tratam de profetas enviados por Deus, cuja identificação externa se encontra na peculiaridade das vestimentas, característica dos profetas veterotestamentários (Ap 11.3). Por esta razão alguns tem identificado estes dois profetas como Elias e Moisés, Enoque e Elias. Acredito na identificação anônima ou incógnita destas duas testemunhas e de que não se trata de nenhum destes profetas, mas de dois personagens cristão, segundo se depreende do versículo 8 que afirma: “ E os seus corpos jazerão na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, ONDE O SEU SENHOR TAMBÉM FOI CRUCIFICADO”. G. Ladd, comentando o texto citado confirma essa nossa assertiva. Não resta dúvida de que a perícope trata da cidade de Jerusalém, a “cidade santa” do versículo 2, que é aqui chamada de Sodoma devido a sua imoralidade (Gn 19.1-11; Dt 32.32; Is 1.9), e Egito por ter escravizado o povo de Deus. Estas duas cidades sempre são citadas como símbolos da hostilidade contra Deus. O aposto, ONDE O SEU SENHOR TAMBÉM FOI CRUCIFICADO, confirma que se trata de Jerusalém. Há mais coerência em se admitir que as duas testemunhas são dois cristãos que atuarão no espírito e poder de Elias e Moisés do que admitir que sejam esses dois profetas” [c].
2. A morte das duas testemunhas. Terminado o seu ministério de quarenta e dois meses, a besta os matará. E expor-lhes-á os corpos na praça da cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito (Ap 11.8). E todos se alegrão com a sua morte. Estes dois profetas sobrenaturais entrarão em cena na primeira metade (1.260 dias ou 3 anos e meio) da grande tribulação. Eles serão muito poderosos, fazendo com que não chova em Israel por 1.260 dias. Também terão o poder de transformar água em sangue. Por esta razão, existem hipóteses de que eles serão Moisés e Elias, pois ambos já realizaram estes milagres descritos em Ap 11.6. Eles colherão muitas almas, assim como as 144 mil testemunhas judaicas em Ap. 7. Isto despertará a ira do anticristo, que tentará matá-los de qualquer maneira. Porém, todos aqueles que se atreverem a matar as duas testemunhas durante os 1260 dias, serão queimados vivos por elas. Apenas ao final dos 3 anos e meio, o anticristo pessoalmente matará as duas testemunhas. Os corpos delas ficarão expostos durante três dias e meio. Os seguidores do anticristo se alegrarão com este acontecimento (Ap 11.7-10).
3. A ressurreição das duas testemunhas. Depois disto, Deus as ressuscitará e as fará ascender aos céus. E logo em seguida, um violento terremoto acontecerá em Israel. Muitos, aterrorizados com estes milagres, se rendem e se convertem a Deus: "E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram. E naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do céu." (Ap 11.11-13).

SINOPSE DO TÓPICO (IV)
As duas testemunhas proclamarão os juízos de Deus sobre a terra. No entanto, através de perseguição, serão mortas. Mas, após três dias e meio, Deus as ressuscitará.

V. A PROCLAMAÇÃO DO ANJO
Agora, entra em cena um anjo solitário, que proclama o Evangelho Eterno (Ap 14.6). Toda a terra o ouve. Sua mensagem é de arrependimento.
1. O anjo evangelista. Os anjos são criaturas divinas, cuja função é adorar a Deus e zelar pelos que hão de herdar a vida eterna (Is 6.1-3; Hb 1.14). No Apocalipse, são encarregados de ministrar os juízos divinos.
2. O Evangelho Eterno. O que é o Evangelho Eterno? É o evangelho que pregamos e, que às vezes, é chamado de Evangelho do Reino (Mt 24.14). É o evangelho que vem sendo proclamado desde o Gênesis. Sim, é o evangelho que, um dia, Abraão ouviu do próprio Deus (Gl 3.8). Será este também o evangelho a ser anunciado por ocasião do governo do Anticristo. “O evangelho eterno é o mesmo proclamado pelos apóstolos e registrado no Novo Testamento. Não há outro evangelho, como bem acentuou Paulo: ‘Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que temos pregado, seja anátema’ (Gl 1.18). Mesmo em meio a Grande Tribulação, Deus tudo faz para trazer os pecadores ao arrependimento. A mensagem do evangelho é sempre redentora; convida o povo a reconhecer o amor, a soberania e a santidade de Deus” (Horton, p.202).
3. A mensagem de arrependimento. Não obstante a Igreja já ter sido arrebatada, Deus, em seu inexplicável amor, continuará a estender a sua graça a um mundo perverso e impenitente. Através de seu anjo, insta a todos ao arrependimento: “Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14.7). Haverá salvação durante a Grande Tribulação segundo Apocalipse 7; 12.11 e 14.4. As descrições nestes textos confirmam que a salvação será mediante o sangue de Cristo. O conceito popular entre os cristãos de que a salvação durante este período se dará mediante o sangue ou morte do próprio indivíduo necessita de alguns esclarecimentos. Inicialmente, nenhum daqueles que mantiverem a sua crença em Cristo neste período será salvo por ter sido morto pela figura enigmática do Anticristo. A salvação não é por qualquer ato de justiça que possamos efetuar. O único meio através do qual o crédulo deste período será salvo é mediante a agência do sangue de Cristo: “E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram de grande tribulação, lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra” (Ap 7.14-15).

SINOPSE DO TÓPICO (V)
O Evangelho Eterno é aquele que vem sendo proclamado desde o Gênesis, por Jesus Cristo e, em o Novo Testamento, através dos apóstolos e por toda Igreja.

CONCLUSÃO
De acordo com o Artigo 18 da Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”. Diante disto, entendemos que o individuo é perseguido se for privado de qualquer dos elementos fundamentais da liberdade religiosa. Entendemos, ainda, que perseguição não se refere a casos individuais, mas sim, quando um sistema, político ou religioso, tira a liberdade de um crente ou o acesso à Bíblia, restringe ou proíbe o evangelismo de jovens e crianças, atividades da igreja e de missões. Ainda que, muitas igrejas estejam vivendo sob intensa perseguição em países da chamada “Janela 10/40”, o período sem a presença da Igreja na terra será de intensa e dolorosa perseguição. É certo que estas coisas terão um cumprimento maior no futuro, no período conhecido como “A Grande Tribulação”, onde tudo excederá e sobrepujará tudo quanto já foi experimentado.

N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Campina Grande, PB
Maio de 2012
Francisco de Assis Barbosa,


EXERCÍCIOS
1. O que a Escritura testifica de si mesma?
R. A perenidade da Palavra de Deus.
2. O Espírito Santo estará na terra durante a Grande Tribulação? Explique.
R. Sim. O Espírito Santo agirá na terra durante a tribulação, convencendo pessoas dos seus pecados, convertendo-as a Cristo e dando-lhes poder (Ap 7.9,14; 11.1-11; 14.6,7).
3. Porque os mártires serão degolados no governo do Anticristo?
R. Por causa de suas posturas confessante e testemunhal acerca de Jesus Cristo.
4. Quem serão as duas testemunhas do Apocalipse?
R. A Bíblia não o diz. Por isso não podemos especular.
5. O que é o Evangelho Eterno?
R. É o evangelho que pregamos e, que às vezes, é chamado de Evangelho do Reino (Mt 24.14).

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;
[a]. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; nota textual de Ap 14.6-7 p. 1362;
[b]. http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelho;
{c}. http://www.cpadnews.com.br/blog/esdrasbentho/?POST_1_55_QUEM+S%E3O+AS+DUAS+TESTEMUNHAS+DO+APOCALIPSE?.html;



OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
-. LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD;

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa



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