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28 de março de 2012

Lição 1 - Apocalipse, a revelação de Jesus Cristo

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

2º Trimestre de 2012

Título: As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja

Comentarista: Claudionor de Andrade

Subsídio: Francisco de Assis Barbosa, para o Blog Auxílio ao Mestre

Lição 1 - Apocalipse, a revelação de Jesus Cristo

1° de Abril de 2012

TEXTO ÁUREO

Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo(Ap 1.3).

VERDADE PRÁTICA

O crente que lê e estuda o Apocalipse não se espanta com o programa de Deus para estes últimos dias.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Apocalipse 1.1-8.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o Apocalipse como revelação divina;
  • Conhecer as questões de autoria, data e local do livro; e
  • Saber que a leitura do Apocalipse é edificante.

Palavra Chave

Revelação: Ato ou efeito de revelar um segredo.

(revelação - latim revelatio, -onis; s. f.: 1. Ato ou efeito de revelar ou de revelar-se. 2. Coisa que é revelada. 3. Denúncia necessária. 4. Base de todas as religiões monoteístas. 5. Religião revelada. 6. [Figurado] Inspiração; conhecimento súbito. 7. [Fotografia] Ação de revelar uma película sensível, um negativo ou uma cópia fotográfica. 8. [Fotografia] Negativo ou cópia fotográfica revelada. http://www.priberam.pt/dlpo/Default.aspx)

COMENTÁRIO

(I. Introdução)

Iniciamos o segundo trimestre de 2012, desta feita, estudando com o pastor Claudionor de Andrade, que, além de ser ministro do evangelho, é conferencista, autor de várias obras editadas pela CPAD e Gerente de Publicações da Editora, um livro singular no Novo Testamento. Rejeitado por muitos, dado seu grau de dificuldade, Apocalipse é um dos livros mais belos e fascinantes da Bíblia. O título descreve o conteúdo e o objetivo do texto escrito por João; seu termo grego é apakalypsis, em português, revelação, que na língua de Camões encerra o sentido de “descobrir, tirar a cortina de”. O livro é uma descoberta ou exposição de uma realidade que não tinha sido percebida anteriormente veio da parte de Deus através de Jesus Cristo, cuja posição e obra passada, presente e futura são o conteúdo da revelação, que é comunicada a João através de um anjo (Ap 22.16). O Espírito Santo com certeza objetivou, com esse livro, mostrar aos servos fiéis, o que deve acontecer entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. Temos a satisfação de, após um primeiro trimestre aprendendo a depender unicamente do Senhor, estudarmos agora as coisas que brevemente hão de acontecer; o tema proposto é: “As Sete Cartas do Apocalipse,veremos que o Livro Profético mostra-nos o Jesus triunfante, exaltado e poderoso e desvenda os mais profundos segredos dos fatos que “foram”, “são” e “acontecerão” nos últimos dias (Ap 1.19). Boa Aula e um abençoado trimestre!

I. O LIVRO DO APOCALIPSE

1. Apocalipse, o único livro profético do NT. Embora haja profecias em quase todos os livros do Novo Testamento, somente o Apocalipse pode ser considerado um documento rigorosamente profético. Aliás, até o seu título é profético. Em grego, Apocalipse denota a remoção do véu da ignorância e da escuridão pela transmissão da luz e do conhecimento (Lc 2.32). Apocalipse faz parte do que é conhecido como “literatura apocalíptica”; assim como porções de Ezequiel, Daniel e Zacarias contém visões com muitos elementos simbólicos. O Livro do Apocalipse retrata todo o processo de consumação redentora da humanidade através de figuras de linguagens e simbolismos dramáticos. Seu estilo literário é a apocalíptica judaica. A expressão literatura apocalíptica, no entanto, desagrada a alguns estudiosos por causa de sua ambiguidade. A própria expressão está baseada na palavra grega que significa ‘revelação’ (apokalypsis). Um apokalypse é uma revelação recebida através de uma visão, de um sonho, de uma viagem celestial ou (em alguns casos) de um mensageiro angelical. Acompanhando esse conceito, o livro de Apocalipse é um apokalypse, isto é, contém uma série de visões (Ap 9.17; 13.1; 21.2; 22.8), uma viagem celestial (4.1) e um mensageiro angelical (1.12ss; 10.1,8,9; 17.3,7,15; 22.8,16). Contém, também, uma escatologia apocalíptica, como aparece em uma série de outras passagens bíblicas (por exemplo: Is 24-27; 55-66; Ez 37-48; Dn 7-12; Jl [1 - 3]; Zc 14; Mt 24; Mc 13), mas o termo é demasiadamente controvertido e complicado para que possa ser definido através de uma ou duas frases.

2. Um livro de advertências e consolações. O Apocalipse pronuncia não só juízo sobre os incrédulos, mas também bênçãos sobre os crentes. Espera-se que obedeçam as palavras desta profecia, e como o tempo está próximo, o chamamento à obediência se torna urgente, não fazendo referência a um período histórico específico (1.3). Aliás, o fato de ser ordenado aos crentes guardar os mandamentos do livro de Apocalipse, indica tratar-se de um livro prático, com ensinos morais, e não apenas de caráter profético.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

O Apocalipse é o único livro profético do Novo Testamento. Ele serve tanto de advertência como de consolação à Igreja de Cristo.

II. AUTORIA, DATA E LOCAL

1. Autoria. O autor se refere a si mesmo por quatro vezes como João (Ap 1.1, 4, 9; 22.8). João, filho de Zebedeu, era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais. A antiga tradição eclesiástica, já no século II d.C., com Justino Mártir, Irineu e outros, atribuem unanimemente este livro ao apóstolo João, o mesmo autor do quarto evangelho e três das sete epístolas universais. No entanto, no século III, Dionísio, bispo de Alexandria, comparando o estilo e os temas de Apocalipse com o evangelho de João, concluiu que os dois devem ter tido autores diferentes. As evidências históricas e internas do livro apontam João como o seu autor.

2. Data. O Apocalipse foi escrito durante uma época de dura perseguição, provavelmente perto do final do reino do imperador romano Nero (54-68 d.C.) ou durante o reinado de Domiciano (81-96 d.C.). A maioria dos estudiosos acreditam que a data mais correta seria em torno de 95 d.C. A Bíblia de Estudo Pentecostal apresenta no texto introdutório a Apocalipse, que “Irineu verifica que Policarpo (Irineu conheceu a Policarpo, e este conheceu o apóstolo João) referiu-se a João, escrevendo o Apocalipse perto do fim do reinado do cruel e desapiedado Domiciano”, que em nada diferia de Nero e de Calígula, os dois mais odiados, perversos e sanguinários governantes de Roma.

3. Lugar. João escreveu o Apocalipse em Patmos (Ap 1.9). Trata-se de uma pequena ilha da Grécia, de dimensões de 16 por 10 Km. Localizada a cerca de 80 quilômetros a sudoeste de Éfeso, no mar Egeu. Vulcânica e sem árvores, era utilizada pelo império como colônia penal destinada a pessoas consideradas perigosas à boa ordem, onde os prisioneiros eram submetidos a trabalhos nas pedreiras de granito.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

João, filho de Zebedeu, apóstolo do Senhor, é o autor do Livro de Apocalipse. Este foi escrito entre os anos 90 e 96 d.C, na Ilha de Patmos.

III. APOCALIPSE, O LIVRO PROFÉTICO DO NT

1. Tema do Apocalipse.Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1.1). Este livro trata das coisas que em breve devem acontecer, porque o tempo está próximo (22.7, 10, 12, 20). Breve aqui não é imediatamente, mas pronto. Deus não mede o tempo como nós (2Pe 3.10). Ninguém sabe o tempo da volta de Cristo, por isso, precisamos estar preparados. O tema do livro de Apocalipse é a vitória de Cristo e de sua igreja sobre Satanás e seus seguidores (17.14). A intenção do livro é mostrar que as coisas não são como parecem ser. O diabo, o mundo, o anticristo, o falso profeta e todos os ímpios perecerão, mas a igreja, a noiva do Cordeiro, triunfará. Cristo é apresentado como vencedor e conquistador (1.18; 5.9-14; 6.2; 11.15; 19.9-11; 14.1, 14; 15.2-4; 19.16; 20.4; 22.3). Jesus triunfa sobre a morte, o inferno, o dragão, a besta, o falso profeta, a Babilônia e os ímpios. A igreja perseguida ao longo dos séculos, mesmo suportando martírio, é vencedora (7.14; 22.14; 15.2). Os juízos de Deus mandados para a terra são uma resposta dele às orações dos santos (8.3-5).

2. Divisões do Apocalipse. Assim podemos distribuir o conteúdo do livro: 1) “As coisas que tens visto”: a visão do Cristo glorificado no meio dos sete candelabros (cap. 1); 2) “as que são”: as cartas enviadas por Jesus, por intermédio de João, às sete igrejas da Ásia Menor (caps. 2 e 3); 3) e as coisas “que depois destas hão de suceder”: a ascensão do Anticristo, a Grande Tribulação, o Milênio, o Julgamento Final e a inauguração da Jerusalém Eterna e Celeste (caps. 4-21).

No Dicionário de Profecia Bíblica (CPAD), encontramos outras informações acerca da estrutura do Apocalipse: “O conteúdo do livro pode ser dividido em oito partes: 1) As sete cartas às igrejas da Ásia Menor (1-3); 2) Os sete selos (4.1 a 8.1); 3) As sete trombetas (8.2 a 11); 4) As sete figuras simbólicas - a mulher vestida de sol, o dragão, o menino, a besta que saiu do mar, a besta que se levantou da terra, o Cordeiro no monte Sião e o Filho do Homem sobre a nuvem; 5) O derramamento das sete taças (15, 16); 6) A condenação eterna dos ímpios (17-20); 7) As glórias da Nova Jerusalém (21-22.5); 8) Epílogo (22.6-21)”.

3. Objetivos do Apocalipse. O objetivo do livro de Apocalipse é tirar o véu de Jesus Cristo a todos, ou seja, este livro é a plena revelação de Jesus Cristo em sua glória e poder. "... que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer..." O livro de Apocalipse não somente revela a Jesus Cristo, mas também enfatiza os acontecimentos que estão ainda por vir. “... e que ele, enviando por intermédio de seu anjo, notificou..." Jesus envia a revelação a João através de seu anjo. Este texto deixa claro o desejo de Jesus em revelar o futuro da humanidade. Este texto também é a prova de que o livro de Apocalipse deve ser interpretado literalmente, ao contrário do que dizem os eruditos.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O tema do Apocalipse é: “Revelação de Jesus Cristo das coisas que brevemente acontecerão”.

IV. A LEITURA DO APOCALIPSE

1. A produção de livros no período do Novo Testamento. O livro, na época de João, era um produto dispendioso e caro. Trabalhando cada obra artesanalmente, os escribas, sempre ciosos de sua profissão, cobravam pelo serviço um preço nada módico. Somente os ricos podiam sonhar com um livro à cabeceira. Os manuscritos do Novo Testamento foram produzidos em papiros ou pergaminhos. O papiro era produzido com uma espécie de caniço com caule triangular, da família das ciperáceas, da grossura de mais ou menos um braço e de 2,5 m a 5 m de altura, cortadas em finas talas e colocadas em camadas cruzadas formando uma trama, esta trama formavam as folhas que, fixadas umas após outras e enroladas em torno de uma vara formando um rolo, em grego, biblos (de onde temos o termo Bíblia). Os papiros do Novo Testamento são os mais antigos documentos de base que possuímos e em sua maioria datam do século III d.C. Já o pergaminho era produzido com peles de animais, tratada e cortada em folhetos (o termo tem sua origem em Pérgamo). Sua arrumação formava um volume (gr teuchos) de onde temos o termo Pentateuco – o grupo dos cinco primeiros livros da Bíblia atribuídos a Moisés. Pergaminhos do Novo Testamento datam somente do século IV no máximo, mas apresentam-nos, geralmente, textos completos do Novo Testamento.

2. A leitura das Escrituras Sagradas. Na liturgia judaica das sinagogas, que tiveram origem no exílio da Babilônia, no século VI a.C. e substituiu aos poucos o culto do Templo, a leitura em voz alta era o clímax do culto, e muito concorreu para que o texto bíblico se tornasse familiar aos judeus. A fé protestante não admite nada além da Bíblia que possa servir como texto de culto. A Bíblia é fonte única de fé e base para a elaboração doutrinária. O famoso lema “Sola Scriptura” (Somente as Escrituras), denota a supremacia bíblica sobre outros elementos importantes da vivência cristã no mundo evangélico. Assim, para o protestante, a Bíblia é a máxima autoridade religiosa. Todo o resto se encontra subordinado a ela. Por esta razão, Lutero, Calvino, Bucer, Zuínglio e todos os demais reformadores desenvolveram uma sólida teologia bíblica.

3. A liturgia da Palavra. A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras Bíblicas e pelo sermão, onde entendemos que Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis. Pelo ouvir, o crente se apropria dessa palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé. A fé vem pelo ouvir. O Espírito Santo age convencendo o não salvo do pecado da justiça e do juízo, e este acolhe o evangelho e sofre as transformações. No salvo a Palavra de Deus produz santificação (1Ts 5.23) e a purificação permanente (1Pe 1.23). Devemos entender que orientar-se pela Palavra de Deus é orientar-se pelo que há de mais seguro no universo. Ouvir, ler e meditar na Palavra de Deus é sustentar-se no eterno (Mt 24.35).

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

A leitura do Apocalipse é uma bem-aventurança para aquele que lê e guarda a sua mensagem.

(III. Conclusão)

Este livro é claro para uns e misterioso para outros. Os seus símbolos são janelas abertas para os salvos e fechadas para os ímpios. Ele é o clímax da Bíblia. Tudo que começou em Gênesis irá se completar e se consumar em Apocalipse. Jesus é o Alfa e Ômega; tudo o que ele inicia, ele conclui gloriosamente. Que ninguém venha a menosprezar o Apocalipse, porque o povo de Deus necessita da mensagem que ele contém. Ele deve ser lido nas igrejas em voz alta, em culto público (1.3). É a Palavra de Deus que descobre o nosso homem interior, que é viva (Hb 4.12). Tomemos hoje o propósito de ouvi-la, de lê-la e de anunciá-la.

“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)

N’Ele, que me garante:

"Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Campina Grande, PB

Março de 2012,

Francisco de Assis Barbosa,

auxilioaomestre@bol.com.br

EXERCÍCIOS

1. O que é o Apocalipse?

R. Quanto ao conteúdo, o Apocalipse é revelação. Se lhe considerarmos a mensagem, é profecia.

2. Quem o escreveu?

R. João, o filho de Zebedeu.

3. Quando e em que lugar foi escrito?

R. Entre 90 e 96 d.C, na Ilha de Patmos.

4. Cite os objetivos do Apocalipse.

R. Corrigir as distorções doutrinárias; consolar os santos perseguidos; mostrar aos santos o que haveria de acontecer nos últimos dias e alertamos da urgência da vinda do Senhor.

5. Por que devemos ler o Apocalipse?

R. Para que o ouçamos e sejamos bem-aventurados.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA;;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
-. LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD;

-. ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2003, pp.1824,25

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/, na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).

Francisco de Assis Barbosa

21 de março de 2012

Lição 13 - Somente em Jesus temos a verdadeira prosperidade

Lição 13 - Somente em Jesus temos a verdadeira prosperidade

Data: 25 de Março de 2012

TEXTO ÁUREO

O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10).

- Strong 4053: abundância, perissos; Superabundância, excessivo, transbordante, excedente, além do mais, mais do que o suficiente, profuso, extraordinário, acima do comum, mais do que o suficiente.

VERDADE PRÁTICA

A vida abundante não consiste em negar as adversidades, mas em fazer da suficiência em Cristo a nossa confiança, quer em meio à alegria, quer em meio à tristeza.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 15.1-11

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

· Entender que a vida abundante consiste no equilíbrio.

· Explicar quais são os erros acerca da pobreza.

· Conscientizar-se de que a vida abundante não superestima o corpo nem nega a alma.

Palavra Chave

Vida abundante: Vida de santidade e íntima comunhão com Deus.

COMENTÁRIO

(I. Introdução)

Com a graça de Deus estamos concluindo mais um trimestre. Estivemos nestes 13 domingos sendo edificados, exortados e consolados com estas preciosas lições. Pareceram até repetitivos os debates em sala de aula de que a vida abundante e próspera não consiste nos bens materiais, na saúde ou na fama, mas sim, em o crente fazer a vontade de Deus e manter uma estreita comunhão com Ele. Certamente, a vida cristã é uma vida de confiança. O Senhor disse que está conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt 28.20). Davi, no Salmo 37, trata da prosperidade dos ímpios, comparada com as dificuldades pelas quais passam os que confiam no Senhor. A visão que o salmista tinha do mundo mostrava os malfeitores crescendo e prosperando. Em sua tese, como podiam crescer e desenvolver-se aqueles que desprezavam o Deus único e verdadeiro? Isso parecia uma injustiça. Como o salmista, descobrimos neste trimestre, que essa é a aparência, não a realidade. No seu devido tempo, a prosperidade dos ímpios vai cessar. Entretanto, quem confia em Deus, vive a verdadeira prosperidade, porque tem a presença do Senhor em sua vida aqui, e a garantia de bem-aventuranças na eternidade. Boa aula!

(II. Desenvolvimento)

I. A VIDA ABUNDANTE CONSISTE NO EQUILÍBRIO

1. A matéria superestimada. É um erro superestimar a matéria e suprimir as coisas espirituais como ensinam o materialismo e o ateísmo. O NT mostrando a constituição humana, apresenta uma clara distinção entre CORPO ALMA e ESPIRITO, como comprovam os textos de Mt 10.28; 1T. 5.23; Hb 4.12; Tg 2.26. Assim, o homem com o espírito, é capaz de ter conhecimento de Deus e comunhão com Ele; com a alma, tem conhecimento de si mesmo; e com o seu corpo, tem conhecimento do mundo em que vive através dos sentidos. Portanto é através do corpo físico que o homem entra em contato com o mundo material, através da alma entra em contato consigo mesmo e também com o mundo emocional metafísico ao seu redor, e com o espírito entra em contato com Deus e recebe em seu espírito o contato de Deus (Rm 8.16). Não somos apenas razão nem unicamente emoção (1Ts 5.23; 1 Co 14.13,14). Somos seres espirituais e materiais (1 Co 15.44,46), ou seja, somos seres integrais que necessitam da ajuda divina em todos os aspectos. Está claro em todo o texto bíblico que Deus quer que os seus prosperem, entretanto, a prosperidade não deve ser o fim em si, mas o resultado de uma qualidade de vida, compromisso, dedicação e ação que esteja de acordo com a Palavra.

2. A matéria negada. Sendo o dinheiro um bem material, como deve ser a nossa relação com ele? Não há nada nas Escrituras que condene a sua posse a não ser o amor a ele (1 Tm 6.10). As Escrituras Sagradas mostram como o crente deve enfrentar muitas situações diferentes na vida, incluindo como lidar com o dinheiro. Esse tema é recorrente nos ensinos de Cristo e a Bíblia refere-se muitas vezes às riquezas (Ec 10.19). O dinheiro pode ser bênção ou maldição, dependendo do uso que dele fazemos. Como administramos o dinheiro afeta a nossa comunhão com o Senhor. O dinheiro é um rival de Cristo pelo senhorio da nossa vida (Lc 16.13,14), além de moldar o nosso caráter.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A prosperidade bíblica leva em conta tanto a realidade espiritual como a material.

II. CORRIGINDO OS ERROS ACERCA DA POBREZA

1. Pobreza e pecado. Embora a pobreza seja uma decorrência da entrada do pecado no mundo, isto não significa que o crente pobre esteja em pecado. Logo, a pobreza é uma das consequências do pecado, mas não necessariamente dos pecados pessoais dos menos favorecidos (Pv 14.31; 17.5; 19.1; Jo 12.8). Não encontramos na Bíblia a ideia prevalecente na Teologia da Prosperidade de que ser materialmente próspero faz parte dos direitos divinos de cada crente. Aqueles que são doutrinados nessa teologia vivem uma espécie de cristianismo ganancioso. Na verdade, é uma conformação lamentável às tendências culturais de nossos dias. Jesus não condenou a posse de riquezas, mas fez a questão de realçar a loucura de viver em função daquilo que é meramente temporal; a estes, ele faz a seguinte repreensão:"Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?" (Lc 16.20). Toda a nossa vida está sob o senhorio de Cristo Jesus, e isso inclui questões financeiras, tendo implicações na atitude diante da riqueza e da pobreza. Não é surpresa, então, que os assuntos econômicos sejam importantes nos ensinamentos da Bíblia e na ética social do Novo Testamento. De uma forma geral, os chamados pais da igreja ensinavam que a pobreza, além de ser uma das consequências do pecado, é também o resultado da má distribuição de renda e da concentração de poder. Agostinho escreveu, em seu comentário sobre o Salmo 72, que a cobiça é um pecado que ataca tanto o pobre quanto o rico: “Não é uma questão de renda e sim de desejo. Observe o rico ao seu lado; talvez ele tenha muito dinheiro, mas não é avarento; você, no entanto, não tem dinheiro, mas é muito avarento”. A mesma ideia ecoou no sermão “Quem é o rico que será salvo?”, de Clemente de Alexandria. Para eles, essa situação poderia ser amenizada através da solidariedade dos mais abastados com os menos afortunados.

2. A pobreza magicamente extinta. Um desejo inquieto de ser rico sujeita as pessoas a um grande perigo espiritual. Não se pode negar que o Movimento da Confissão Positiva tem várias coisas a nos ensinar... Orar crendo nas promessas de Deus e ter uma mente positiva, evitando assim atitudes pessimistas... Nossa preocupação é com outros aspectos, com respeito à soberania de Deus, à pessoa de Jesus, à natureza do homem e as mandingas como práticas. Ovelhas há que já perderam a noção do que é ser cristão. Não sabem sequer por que Jesus morreu. Têm o dízimo como meio de obter bênçãos espirituais e materiais. Não conhecem o evangelho da renúncia, da resignação, do sofrimento, do carregar a cruz, do contentar-se com o pouco.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A pobreza é uma das consequências da Queda do homem, todavia, isso não significa que os menos favorecidos estejam em pecado.

III. A VIDA ABUNDANTE NÃO O CORPO NEM NEGA A ALMA

1. A vida abundante é equilibrada. Não devemos esperar por riquezas ou esperar que elas nos tragam segurança ou libertação, a riqueza é passageira, os valores mudam, e as riquezas só são boas no valor atual. O que é valioso hoje em dia pode não ser valioso amanhã; por isso a sabedoria de nossa confiança é colocar nossa esperança somente em Deus para nos trazer provisões. Além disso, nunca devemos permitir que a presença da riqueza nos faça pensar que somos melhores do que os outros ou que possamos ser irresponsáveis ou indulgentes. É uma responsabilidade, uma grande responsabilidade, possuir riquezas: sempre deve estar presente em nossa mente que é exigido muito daqueles a quem muito é dado (Lc 12.48).

2. Bem-estar físico e emocional. A busca pelo bem-estar físico tornou-se a principal obsessão de nosso tempo. Na filosofia de Nietzsche, Deus morre, para que o homem assuma a sua própria divindade. Deus deixa de existir a fim de que o super-homem controle a existência sobre a terra. O filósofo ateu Feuerbach, considerava que a grande reviravolta da história será quando o homem se conscientizar de que o único Deus do homem é o próprio homem: “Homo homini Dei”. Outro humanista ateu, Edmund Leach, afirmou que os homens se tornaram como deuses e, que já é tempo de os homens entenderem e assumirem a sua própria divindade. Incrivelmente sem máscara ou retoque, o antigo silvo da serpente de Gênesis "sereis como Deus" tem reverberado através dos séculos em tamanho e formatos diversos como este pensamento Nietzchianiano. M. Scott Peck escreve: "Deus quer que nos tornemos ele mesmo (ou ela mesma). Estamos crescendo na deidade. Deus é o alvo da evolução". Hank Hanegraff em sua obra Cristianismo em Crise, pp. 116 e 117, escreve: K. Hagin assevera: "O homem... foi criado em termos de igualdade com Deus, e poderia permanecer na presença de Deus sem qualquer consciencia de inferioridade... Deus nos criou tão parecidos com Ele quanto possível... Ele nos fez seres do mesmo tipo dEle mesmo... O homem vivia no Reino de Deus. Vivia em pé de igualdade com Ele... O crente é chamado de Cristo... Eis quem somos; somos Cristo!"; "Kenneth Copeland declara que ä razão para Deus criar Adão foi seu desejo de reproduzir a si mesmo... Ele (Adão) não era um deus pequenino. Não era um semideus. Nem ao menos estava subordinado a Deus"; "Benny Hinn pronuncia: Éu sou um pequeno messias caminhando sobre a terra". A Bíblia, porém diz que o homem é estruturalmente pó (Gn 2.7; 3.19).

3. O bem-estar espiritual. As Escrituras apresentam como sendo a nossa porção nesta vida: "Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33); "Por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus" (At 14.22); "Para que ninguém seja abalado por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isto fomos destinados" (1Ts 3.3). As nossas aflições são determinadas por Deus, com o objetivo de produzirem frutos para o nosso bem e para a Sua glória. Como disse John Piper, em 'O Sorriso Escondido de Deus': "as aflições de John Bunyan nos deram O Peregrino. As aflições de Willaim Cowper nos deram hinos em inglês como "There Is a Fountain Filled With Blood" e "God Moves in a Mysterious Way". E as aflições de David Brainerd nos deram um Diário publicado que tem mobilizado mais missionários que qualquer outra obra semelhante. A fornalha do sofrimento produziu o ouro da direção e inspiração para viver a vida cristã, adorar o Deus cristão e espalhar o evangelho cristão. Existe uma certa ironia no fruto destas aflições. O confinamento de Bunyan ensinou-lhes o caminho peregrino da liberdade cristã. A doença mental de Cowper produziu música doce da mente para almas atribuladas. A miséria abrasadora do isolamento e da doença de Brainerd explodiu em missões mundiais, além de toda a imaginação. Ironia e desproporção são, ambos, o caminho de Deus. Ele nos mantém desequilibrados, com suas conexões imprevisíveis. Pensamos que sabemos como fazer algo grande, e Deus o faz pequeno. Pensamos que tudo que temos é fraco e pequeno, e Deus o torna grande. A estéril Sara dá a luz ao filho da promessa. Os 300 homens de Gideão derrotam 100 mil midianitas. Uma funda nas mãos de um jovem pastor derruba o gigante. Uma virgem dá à luz o Filho de Deus. Os cinco pães de um rapazinho alimentam milhares. Uma violação da justiça, um expediente político-fisiológico e a tortura criminosa, numa cruz repulsiva, tornaram-se o fundamento da salvação do mundo. "Este é o caminho de Deus - tirar do homem toda vanglória e dar toda glória a Deus...". A teologia da prosperidade parte do princípio de que todos são filhos do Rei (Deus, Jesus) e que, portanto, recebem os benefícios desta filiação em forma de riqueza, livramento de acidentes e catástrofes, ausência de doenças, ausência de problemas, posições de destaque, etc. Esta “teologia” oferece fórmulas para fazer o dinheiro render mais, evitar-se acidentes, livrar-se de doenças e problemas, aumentar as propriedades, além de viver uma vida sem dificuldades. A teologia da prosperidade sustenta que nenhum filho de Deus pode adoecer ou sofrer, pois isso seria uma clara demonstração de ausência de fé e, por outro lado, da presença do diabo. Ao mesmo tempo, eles chegam ao exagero de declarar que quem morre antes de 70 anos é uma prova de incredulidade, imaturidade espiritual ou pecado. Por suas palavras, cristão que vive sofrendo é porque não está bem espiritualmente: ou está em pecado ou não tem fé. Crente não deve ser pobre, nem doente. Pobreza e doença são marcas de pessoas dominadas pelo poder do diabo. Diante de tais ensinos uma inevitável questão é: que lugar existe para a mensagem da cruz neste modelo de cristianismo? Ou ainda, será que os mártires do cristianismo primitivo, caso vivessem em nossos dias, seriam aceitos como membros destas igrejas que propagam a teologia da prosperidade? Deixemos que a história e a Bíblia nos falem. A Bíblia diz que o cristão não deve temer o sofrimento e tampouco negá-lo (Cl 1.24; Tg 5.10).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Deus deseja que tenhamos uma vida cristã equilibrada é abundante.

(III. Conclusão)

Diante do que foi exposto, concluímos que a verdadeira prosperidade vai além da saúde, da riqueza e da fama. É certo que nenhuma Teologia jamais fez tanto sucesso no Brasil quanto à Teologia da Prosperidade. Alavancada a partir de ministérios neopentecostais e assimilados por muita “gente boa”e “bem intencionada” em nossa denominação, essa teologia tem atraído milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente em países pobres, onde a fé do povo pode ser mais facilmente explorada. Meu sincero desejo é que haja no nosso coração o desejo de experimentar a verdadeira prosperidade que só vem do Senhor. Não nos deixemos enganar, a prosperidade somente nos alcançará quando decidirmos ser fiéis ao Senhor. “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18).

N’Ele, que me garante:

"Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Campina Grande, PB

Março de 2012,

Francisco de Assis Barbosa,

auxilioaomestre@bol.com.br

EXERCÍCIOS

1. Quais são as realidades que a prosperidade bíblica leva em conta?

R. A prosperidade bíblica leva em conta tanto a realidade espiritual como a material (3 Jo 2).

2. Como Jesus utilizava o dinheiro?

R. Ele usava o dinheiro para ajudar ao próximo.

3. Como o dinheiro deve ser empregado?

R. O dinheiro deve ser empregado com sabedoria, prudência e cuidado, visando sempre a glória de Deus.

4. De acordo com a lição, a pobreza é decorrente de quê?

R. Da entrada do pecado no mundo.

5. Qual a função pedagógica do sofrimento na vida do crente?

R. Ensinar e lapidar a vida espiritual.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, A verdadeira prosperidade — A vida cristã abundante; Comentarista: José Gonçalves; CPAD;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
2Co 9.6; p. 1381
-. Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA;;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. CABRAL, E. Mordomia Cristã: Aprenda como Servir Melhor a Deus. 1.ed., RJ: CPAD, 2003, p.138;
-. ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2009;
-. SALE, F. Você & Deus no trabalho: A ética profissional do cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, p.181

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Francisco de Assis Barbosa