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14 de janeiro de 2018

Lição 3: A Superioridade de Jesus em relação a Moisés



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Plano de aula preparado por Francisco Barbosa. Pode ser baixado e usado como desejar.
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A CPAD publicou uma ERRATA relativa a lição 3 de adultos referente à diagramação da Revista feita pela Editora. O problema está nos dois últimos pontos do terceiro tópico, são os mesmos da lição 3 da revista do trimestre passado. 
Este comentário está com o conteúdo correto.

Lição 3
21 de Janeiro de 2018
A Superioridade de Jesus em relação a Moisés

Comentário
   INTRODUÇÃO

O autor dá início ao capítulo três fazendo um contraste entre Moisés e Cristo. Ele estava consciente da grande estima que seus compatriotas tinham pela figura do grande legislador hebreu, Moisés. Em nenhum momento desse contraste o autor deprecia a pessoa de Moisés, mas sempre o coloca como um homem fiel a Deus na execução de sua obra. Entretanto, mesmo tendo assumido a grande missão de conduzir o povo rumo à Terra Prometida, Moisés não poderia se equiparar a Jesus, o Autor da nossa fé. O contraste entre Moisés e Cristo é bem definido: Moisés é visto como um administrador da casa, Jesus como Edificador; Moisés é retratado como servo, Jesus como Filho; Moisés foi enviado em uma missão terrena, Jesus numa missão celestial, eterna. (LB CPAD, 1º Trim 2018, Lição 3, 21 jan 18)

Como já exposto nas lições anteriores, os crentes hebreus estavam enfrentando um esfriamento na fé e pensando em abandonar a fé voltando ao judaísmo. Numa época  de intensa perseguição e dificuldade para os cristãos “… Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria” (At 8.1).
“[...]No capítulo 1 de Hebreus, o autor afirmou que Jesus é superior tanto aos outros profetas de Deus como aos anjos. Ele continua sua afirmação no capítulo três, observando que Jesus é superior até mesmo a Moisés! Os judeus tinham muito respeito por Moisés, porque ele recebeu a velha lei de Deus e o escritor de Hebreus reconhece sua fidelidade. Mas Jesus é superior até mesmo a Moisés, do mesmo modo que o construtor de uma casa tem mais honra do que a casa que ele constrói (3:3), assim como o filho do dono da casa é superior a um servo daquela casa (3:1-6). De fato, é sua casa! O escritor fala da igreja (3:6- “qual casa somos nós”; veja também 1 Timóteo 3:15). Mais tarde, no livro, o escritor estenderá este argumento da superioridade de Jesus, observando que sua aliança é também superior àquela dada através de Moisés (capítulos 9 e 10). (DVORAK. Allen, O Livro de Hebreus. ©1996. Estudo Textual: Hebreus 3:1-4:16 Um Descanso Permanece. Disponível em: https://www.estudosdabiblia.net/hebreus.htm#Hebreus 2:1-18. Acesso em 10 jan, 2018)
Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus” (3.1). O autor utiliza um ‘Imperativo Afirmativo’ – ‘Considerai’, (“julgar; caracterizar determinada coisa”; “fazer julgamentos”; “Não desprezar; ter em conta”; “Respeitar; demonstrar respeito por”), para exortar  aqueles crentes para que fixem-se em Jesus; olhem para Jesus. Jesus Cristo é o alvo a ser alcançado, não deveriam olhar para trás. Jesus é superior à Moisés, é o Apóstolo, o enviado e pontífice da fé que professamos; Ele é o Sumo Sacerdote, Aquele que faz expiação por nós, que intercede diante de Deus em nosso favor. Julguem, não desprezem, demonstrem respeito por Aquele que cumprirá o nosso chamado “celestial”. Ele nos conduzirá para a glória (Hb 2.10). Vamos pensar maduramente a fé cristã?


   TÓPICO l - UMA TAREFA SUPERIOR

1. Uma vocação superior. O autor introduz a seção vv.1-6 tomando como ponto de partida o que havia dito anteriormente — Jesus era o autor e mediador da nossa salvação (Hb 2.14-18). Tomando por base esse conhecimento, seus leitores, a quem ele chama afetuosamente de irmãos santos, deveriam ficar atentos ao que seria dito agora (Hb 3.1). Eles não eram apenas um povo nômade pelo deserto escaldante à procura da Terra Prometida, mas herdeiros de uma vocação celestial. Eles deveriam se lembrar de quem os fez aptos e idôneos dessa vocação. Nesse aspecto, os leitores de Hebreus não deveriam ter dúvida alguma de que Jesus, como Aquele que os conduzia ao destino eterno, era em tudo superior a Moisés, a quem coube a missão de conduzir o povo à Canaã terrena. (LB CPAD, 1º Trim 2018, Lição 3, 21 jan 18)

Moisés foi o líder durante toda a peregrinação de Israel no deserto por 40 anos. Nos relatos de Êxodo e Deuteronômio podemos ver a dureza de coração e a incredulidade do povo de Israel, que mesmo experimentado portentosas demonstrações de poder de Yahweh, quando graciosamente foram libertos sob Moisés, com sinais e prodígios (pragas e abertura do Mar Vermelho), não hesitavam em olhar para traz e pecar contra Deus. Moisés liderou esse povo de ‘dura cerviz’ ao Monte Sinai onde Deus lhes deu a Lei com grandes demonstrações de poder (fogo, trovões, sonido), e do Sinai, levou-os à entrada da terra prometida. O autor da carta aos Hebreus destaca a fidelidade de Moisés na condução do povo bem como para com Deus, mas como servo. Agora, ele nos faz ver que Cristo é superior a Moisés, porque ele é Filho, o Filho de Deus, o Criador de todas as coisas. O Novo Testamento está recheado de referências falando sobre que Cristo é efetivamente Filho de Deus. Aliás, ele é o Filho Unigênito de Deus em essência, porque não foi gerado por um homem, mas pelo Espírito Santo de Deus.
DA ESPERANÇA ATÉ O FIM. O evangelho nos ensina que somos salvo em esperança, e isso nos faz olhar para o futuro e com plena fé ter a certeza que Cristo nos levará para si mesmo (João 14:2-3). O segredo não está em simplesmente levantar a mão aceitando a Cristo como Salvador, mas sim, em tê-lo aceito como Senhor, porque quem aceita a Cristo como Senhor, não faz mais a sua própria vontade, mas a vontade soberana de Deus.(COMENTÁRIO DO NOVO TESTAMENTO Versículo Por Versículo, Hebreus 3.6. Disponível em: http://comentarionovotestamento.blogspot.com.br/2017/03/hebreus-36.html. Acesso em 6 jan, 2018)


2. Uma missão superior. O autor pela primeira vez usa a palavra apóstolo em relação a Jesus (Hb 3.1). A palavra apóstolo se refere a alguém que é comissionado como um representante autorizado. Não havia dúvida de que Moisés havia sido um enviado de Deus em uma missão, todavia, ele não foi o "apóstolo da grande salvação". A missão de Moisés foi tirar o povo de dentro do Egito e conduzi-lo à Terra Prometida, mas a missão de Jesus é a de conduzir a Igreja à Canaã celestial. A missão mosaica era daqui, a Canaã terrena; a missão de Jesus possuía uma vocação celestial. Cristo não foi apenas um enviado em uma missão, mas acima de tudo, o apóstolo da nossa confissão, alguém com autoridade na missão de nos conduzir ao destino eterno. (LB CPAD, 1º Trim 2018, Lição 3, 21 jan 18)

O capítulo três começa chamando nossa atenção para os papéis de Jesus como Apóstolo e Sumo Sacerdote. Apóstolo é uma palavra grega que significa aquele que é enviado, mensageiro ou embaixador. Aquele que representa a quem o enviou. Este título é aplicado a Cristo somente neste lugar no Novo Testamento, e enfatiza o fiel cumprimento da missão que o Pai lhe deu (veja o versículo 2; 10.5-16; Jo 6.38). O capítulo 4 termina encorajando o cristão a conservar-se firme na sua confissão e apelar para seu Sumo Sacerdote, por auxílio no tempo da necessidade (4:14-16).
Com referência a Nm 12.7Moisés e Cristo são comparados quanto à finalidade e contrastados quanto à honra. Embora privilegiado para falar face a face com Deus e ver a sua forma (Nm 12.8), Moisés era apenas um     ‘servo’ na casa de Deus (v. 5). Cristo, porém, como agente da Criação (1.2,10), merece a honra como o Construtor divino de todas as coisas e ‘como Filho, em sua casa’ (v. 6).” (Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. Nota textual Hebreus 3.2-6. Pág. 1466.)
Assim, é garantida nossa chegada à Canaã Celestial, pois Cristo não foi apenas o enviado com uma missão, mas o enviado para a religião cristã! ‘Confissão’ em 3.1 é uma metonímia, a coisa professada, isto é, Jesus a quem professamos. Hebreus 4.14 tem um uso semelhante da palavra, porque os leitores são ordenados a conservarem firme a sua confissão, mais uma vez com referência a Jesus como Sumo Sacerdote.

Lição 3: A Superioridade de Jesus em relação a Moisés (Pr. Moisés Câmara)

Lição 3: A Superioridade de Jesus em relação a Moisés (Pr. Jeferson de França)

Lição 3: A Superioridade de Jesus em relação a Moisés (Prof Caramuru)

7 de janeiro de 2018

Lição 2: Uma Salvação Grandiosa



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Lição 2
14 de Janeiro de 2018
Uma Salvação Grandiosa

Comentário
INTRODUÇÃO

O autor dá início à seção de Hebreus 2.1-18 com uma forte exortação. Era necessário por parte dos crentes maior firmeza em relação as coisas espirituais. O que o autor observava entre eles era certa letargia e negligência diante de um fato de tão grande importância como é a salvação. Nesse aspecto a resposta devia ser dada por meio do retorno às verdades anteriormente ouvidas e que haviam sido esquecidas. Isso era de suma importância porque evitava que algum deles viesse a se desviar. De fato, o vocábulo grego usado pelo autor—pararreo—.traduzido como "desviar", significa originalmente "perder o rumo". O termo era usado também em relação a um barco que acidentalmente era desancorado e lançado à deriva em alto mar. No pensamento do autor só havia uma maneira de manter-se no rumo certo: ancorando o barco no porto seguro, Jesus. (Lições Bíblicas CPAD, 1º Trim 2018, Lição 2)

O primeiro capítulo de Hebreus afirma, claramente, a superioridade de Jesus sobre profetas e anjos. O capítulo 2 estabelece a superioridade da mensagem de Cristo. Um contraponto com o que foi mostrado no capítulo um onde a mensagem transmitida por anjos não podia ser tratada com desdém e desprezo, o que dizer, então, da palavra do Senhor Jesus quando rejeitada ou desprezada? A Tão Grande Salvação já foi referida em 1.14 e agora vem uma advertência contra a negligência (2.1-4). A salvação é através do Filho exaltado e ungido. Como assevera o Comentário Biblico Moody:
“[...] Por esta razão relaciona-se com o Filho e também com a salvação que Ele concede. Às verdades ouvidas. O Evangelho, que fornece um ponto fixo ao qual os crentes podem recorrer. Só aqui existe um lugar seguro. Nada deve ter a permissão de fazer que nos desviemos (pararyomen) desse ponto fixo de segurança. Nenhuma calamidade, influência, força ou circunstância deveria ser tolerada se enfraquece a nossa esperança de salvação. Um barco sem piloto lançado no meio de um rio desvia-se do seu ponto de atracamento sendo levado para a margem oposta pela correnteza que opera. Assim as correntezas da vida operam contra nós se não nos apegar (mos). Esta é uma advertência dirigida especificamente àqueles por causa de quem a epístola foi escrita, significando que a advertência foi necessária. Hebreus (Comentário Bíblico Moody). Disponível em: http://www.ibanac.com/wp-content/uploads/2016/01/58Hebreus.pdf. Acesso em 6 jan, 2018
Destaca-se, ainda, que o escritor da carta faz advertências aos seus leitores, como já vimos na lição 1, crentes que estavam pensando em voltar ao judaísmo por causa da grande perseguição. Estas advertências são duras e mostram que é possível para o crente ser condenado eternamente em caso de negligência e abandono ao Senhor (2.1-4; 3.7-4.13; 5.11-6.20; 10.19-39; 12.25-29). Vamos pensar maduramente a fé cristã?


TÓPICO l - UMA SALVAÇÃO GRANDIOSA
1. Testemunhada pelo Senhor. O autor faz um contraste entre as alianças do Sinai e do Calvário. Enquanto a Antiga Aliança foi intermediada por anjos (v.2), a Nova Aliança tinha Jesus, o Filho de Deus, como seu mediador. O autor, então, faz uma analogia entre as duas Alianças para que o contraste entre ambas fique bem definido. Foi Jesus, o Filho de Deus, e não os anjos, que anunciou essa tão grande salvação. Por serem mediadores da Lei, os anjos despertavam grande estima e respeito dos judeus por eles. Se uma Aliança firmada na Lei, mediada por anjos, imperfeita e transitória, requeria obediência por parte dos crentes, muito mais a Nova Aliança que é perfeita e eterna. Se quem não observava os princípios do Antigo Pacto, quebrando os seus preceitos, era punido de forma dura, que castigo merecia quem ultrajava a Nova Aliança, que em tudo era superior? (Lições Bíblicas CPAD, 1º Trim 2018, Lição 2)

O autor da carta defende a idéia da superioridade de Jesus sobre profetas e anjos usando uma forma de argumento que aparecerá várias vezes. No Antigo Testamento, os que foram desobedientes à Lei de Moisés entregue pelos anjos, foram justamente punidos; assim, Jesus sendo superior aos anjos, é ainda mais certo que a desobediência de sua lei será punida (veja 2.2-4). A Lei foi vindicada por intermédio de severos juízos (Lv 10.1-7; Nm 16; Js 7).Tinha as suas penalidades que eram fielmente cumpridas. Sendo este o caso, como escaparemos nós se negligenciarmos esta salvação? Não é só o fato de rejeitar a mensagem do Evangelho, mas inclusive, negligenciá-lo, não cuidar; não cuidar de nossa salvação é “encará-la de modo leviano” (veja Mt 22.5); é não “dar-lhe o devido valor” (veja 8.9). Quão mais severo será o castigo divino para estes?
Agora veja os versículos 6 a 8.
“O escritor cita Salmo 8, uma passagem que observa que o homem foi criado um pouco mais baixo do que os anjos. Este fato, provavelmente, levantou uma questão na mente de seus leitores. Se Jesus é superior aos anjos, por que ele tomou a forma de um homem, que foi feito inferior aos anjos? A resposta a esta pergunta é encontrada no papel redentor que Jesus desempenha. O homem precisa de um mediador entre Deus e si mesmo. Porque Jesus sofreu e foi tentado como são os homens neste mundo, ele pode, portanto, ajudar os homens como um misericordioso e fiel Sumo Sacerdote (2.17-18). O autor de Hebreus voltará ao assunto do sumo sacerdócio de Jesus para uma extensa discussão, mais tarde neste livro. Neste capítulo, contudo, ele afirma que Jesus tinha que se tornar como seus irmãos, de modo a servir como Sumo Sacerdote. Ele tinha que tomar um corpo humano para experimentar a morte por todos os homens. Através de sua morte e ressurreição, ele derrotou Satanás, que tem o poder da morte (2.14). Ele tinha que se tornar como os homens, isto é, partilhar da carne e do sangue (2.14), porque dá ajuda aos homens, e não aos anjos (2.16). Deus seja louvado por termos um Sumo Sacerdote que entende nossa situação!” (DVORAK. Allen, O Livro de Hebreus. ©1996. Estudo Textual: Hebreus 2.1-18 Jesus: Feito como seus Irmãos. Disponível em: https://www.estudosdabiblia.net/hebreus.htm#Hebreus 2:1-18. Acesso em 6 jan, 2018)
Observe que o termo ‘salvação’ se aplica à doutrina, se Deus quer que todos os homens sejam salvos através do Evangelho, assim também, quando essa mensagem é negligenciada, se rejeita toda a salvação divina. Não há outro meio pelo qual importa sejamos salvos “Porquanto ele é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que Crê” (Rm 1.16).


Lição 2: Uma Salvação Grandiosa (Pr. Moisés Câmara)

Lição 2: Uma Salvação Grandiosa (Pr. Euclides de Olivio)