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Data/Hora Atualizada

21 de novembro de 2017

Lição 9: Arrependimento e Fé para a Salvação




LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS
4º Trimestre de 2017
Título: A Obra da Salvação: Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida
Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening
Material de apoio gratuito aos professores e alunos de escola dominical que utilizam as revistas da CPAD

Lição 9
26 de Novembro de 2017

Arrependimento e Fé para a Salvação

Texto Áureo

Verdade Prática
"E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo." (At 2.38)

O arrependimento do pecador é o primeiro passo para receber, pela fé, a graciosa salvação de Deus.
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Leitura Diária
Segunda SI 51.1-3
 O arrependimento abre caminho para o perdão de Deus
Terça Is 30.15
Deus concede salvação ao que se arrepende
Quarta Mt 3.8
Um convite para dar frutos dignos de arrependimento
Quinta Lc 15.7
Há alegria no céu quando um pecador se arrepende
Sexta 1Jo 1.9
Deus é fiel para justificar quem se arrepende dos seus pecados
Sábado Ap 3.19
Um chamado ao arrependimento

Leitura Bíblica em Classe
Atos 2.37-41.
37 E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?
38 E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;
39 Porque a promessa vos diz respeito a vós, a

vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.
40 E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.
41 De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas.

HINOS SUGERIDOS: 192, 292, 484 da Harpa Cristã

Objetivo Geral
Explicar que o arrependimento é o primeiro passo para receber, pela fé, a graciosa salvação de Deus.

Objetivos Específicos
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 - Mostrar que o arrependimento, mediante a ação do Espírito é uma mudança essencial para receber a salvação de Deus;
- Explicar que a fé salvífica é um dom de Deus;
- Compreender que o arrependimento e a fé são as respostas do homem à salvação.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O arrependimento e a fé operam conjuntamente para a salvação. É o pecador arrependido que crê no sacrifício vicário de Cristo na cruz do Calvário. Essa fé leva o pecador arrependido a abandonar de vez a situação de pecado, para então ser perdoado e, experimentar assim, a paz de Deus em seu coração. [Comentário: Na Bíblia, arrependimento é um termo teológico que indica um abandono daquelas atitudes que afrontam Deus envolvendo-se no que ele odeia e proíbe. O termo no hebraico para arrependimento significa desviar-se. ou retornar. O termo correspondente no grego tem o sentido de mudança de mente de modo a mudar os caminhos também. Arrependimento significa mudar hábitos de pensamento, atitudes, ponto de vista, política, direção e comportamento na medida certa para deixar de lado o caminho errado e seguir o caminho certo. Arrependimento é, na verdade, uma revolução espiritual. Esta, agora, nada mais é do que a realidade humana que iremos explorar1., vamos pensar maduramente a fé cristã?]
1. BESSA, Josemar; ‘O que é arrependimento?’. Disponível em: http://www.josemarbessa.com/2010/04/o-que-e-arrependimento.html. Acesso em: 18 nov, 2017.

PONTO CENTRAL
Fé e arrependimento são essenciais para se fazer parte do Reino de Deus.

I - ARREPENDIMENTO, UMA TRANSFORMAÇÃO DO ESPÍRITO

1. Definição de arrependimento. No Antigo Testamento, arrependimento significa mudança de ideia ou de propósito, no sentido de abandonar o pecado, voltando-se para Deus de todo o coração, alma e força (Ne 1.9; Is 19.22). Em o Novo Testamento, o verbo arrepender é mais fortemente expressado, pois significa "converter-se" ou "retornar", termos que expressam a mudança de mente, transformação do pensamento, da consciência, das atitudes, isto é, uma verdadeira metanoia - do grego, "mudança da mente, mudança do homem interior: a mudança profunda e radical da mente". Quando se passa pelo verdadeiro arrependimento há uma tristeza sincera pelo pecado praticado (2 Co 7.10) e posterior compromisso de abandoná-lo para abraçar a vontade de Deus. [Comentário: O verbo que dá origem a palavra, em grego, é METANOEO, e é definido assim:
" !Se arrepender? , incluindo as idéias de reflexão, contemplação, e mudança de mente, pensamento, por exemplo, do julgamento e do sentimento, sobre aspectos morais, com referência particular ao caráter e conduta do próprio penitente." 1
"O verbo !METANOEO? não deve restringir-se apenas à mera tristeza pelo pecado ! o arrependimento no sentido de contrição; mas implica uma mudança de pontos de vista, de pensamento e de propósito, e uma conseqüente mudança da predisposição - arrependimento no sentido de conversão." 2
" mudar de idéia? por exemplo, !arrepender-se?..., de ter ofendido alguém..." 3
"O arrependimento causa uma mudança na mente ... O arrependimento causa uma mudança nas afeições ... O arrependimento opera uma mudança na vida." 4. John Wesley pregando sobre ‘O Arrependimento dos Crentes’, afirma: “Geralmente se crê que a fé e o arrependimento não são nada mais do que a porta da salvação; que são necessários somente no início da carreira cristã. Ou acaso não nos exorta o Apóstolo a que ‘'deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando mão de novo a base do arrependimento de obras mortas, e da fé em Deus''? ( Hb 6.1). Não há dúvida de que isto é certo, que há um arrependimento e uma fé imprescindíveis no princípio, a saber, um arrependimento que é a completa convicção de nossa pecaminosidade, culpabilidade e incapacidade, e que este arrependimento é necessário para que possamos receber o Reino de Deus, esse Reino espiritual, que, segundo o Senhor Jesus, está dentro de nós (Lc 19.21), e uma fé pela qual recebemos este Reino descrito em Romanos (14.17). Mas apesar disso, há uma fé e um arrependimento indispensáveis em cada etapa de nossa carreira cristã e sem eles não é possível que corramos a carreira que nos é proposta. E este arrependimento e esta fé são tão necessários para que continuemos e cresçamos na graça, como aquele arrependimento e aquela fé (iniciais) o foram para que entrássemos no Reino de Deus. Mas, em que sentido devemos nós, arrependermo-nos e crermos, depois de havermos sido justificados? Esta questão é muito importante e digna da maior atenção.5.]
1. ALEXANDER, J. A. THE GOSPEL OF MARK, p.15
2. GLOAG, P. J. A CRITICAL AND EXEGETICAL COMENTARY ON THE ACTS OF THE APOSTLES, vol. 1, p. 109.
3. THAYER. GREEK-ENGLISH LEXICON, p. 405
4. WATSON, Thomas. THE TEM COMMANDMENTS, p. 207.

2. O arrependimento na vida cotidiana. O arrependimento nos solta das amarras do pecado, da culpa que escraviza e nos tira a alegria de viver. Ele nos leva a experimentar a cura da consciência cauterizada pelo pecado (1Tm 4.2). Assim, o arrependimento nos devolve a satisfação, a autoestima sadia (sem orgulho ou narcisismo) que resulta em alegria e paz no coração. Há na existência do cristão diversas áreas da vida que talvez ainda não tenham sido submetidas ao completo senhorio de Cristo, isto é, áreas que ainda não passaram pelo processo de arrependimento (Hb 12.17). Por isso a Palavra de Deus aconselha-nos a fazer um autoexame sincero (1Co 11.28a) para percebermos o que sorrateiramente nos contamina, pois "enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?" (Jr 17.9). [Comentário: John Wesley pregando sobre ‘O Arrependimento dos Crentes’, afirma: “Geralmente se crê que a fé e o arrependimento não são nada mais do que a porta da salvação; que são necessários somente no início da carreira cristã. Ou acaso não nos exorta o Apóstolo a que ‘'deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando mão de novo a base do arrependimento de obras mortas, e da fé em Deus''? ( Hb 6.1). Não há dúvida de que isto é certo, que há um arrependimento e uma fé imprescindíveis no princípio, a saber, um arrependimento que é a completa convicção de nossa pecaminosidade, culpabilidade e incapacidade, e que este arrependimento é necessário para que possamos receber o Reino de Deus, esse Reino espiritual, que, segundo o Senhor Jesus, está dentro de nós (Lc 19.21), e uma fé pela qual recebemos este Reino descrito em Romanos (14.17). Mas apesar disso, há uma fé e um arrependimento indispensáveis em cada etapa de nossa carreira cristã e sem eles não é possível que corramos a carreira que nos é proposta. E este arrependimento e esta fé são tão necessários para que continuemos e cresçamos na graça, como aquele arrependimento e aquela fé (iniciais) o foram para que entrássemos no Reino de Deus. Mas, em que sentido devemos nós, arrependermo-nos e crermos, depois de havermos sido justificados? Esta questão é muito importante e digna da maior atenção.”5.]
5. WESLEY, Jonh, ‘O Arrependimento dos Crentes’. Disponível em: http://www.monergismo.com/textos/arrependimento/arrependimento_wesley.htm. Acesso em: 18 nov, 207.

16 de novembro de 2017

Lição 8: Salvação e Livre-Arbítrio


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS
4º Trimestre de 2017
Título: A Obra da Salvação: Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida
Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening
Material de apoio gratuito aos professores e alunos de escola dominical que utilizam as revistas da CPAD


Lição 8
19 de Novembro de 2017

Salvação e Livre-Arbítrio

Texto Áureo

Verdade Prática
“Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho que deve escolher” (Sl 25.12).

O projeto primário de Deus foi salvar a humanidade. Todavia, de acordo com sua soberania, concedeu o livre-arbítrio ao homem.
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Leitura Diária
Segunda — Gn 3.1,6
Deus dá ao homem capacidade de fazer escolhas
Terça — Dt 30.19
A liberdade de escolher entre a bênção e a maldição
Quarta — Is 48.18
O povo escolhe não obedecer a Deus

Quinta — Rm 10.9
A salvação é pela graça, mas o homem precisa decidir aceitá-la
Sexta — Gl 5.1
O homem escolhe se submeter ou não ao jugo da escravidão
Sábado — Sl 119.30,31
O salmista decidiu andar pelo caminho da verdade

Leitura Bíblica em Classe
João 3.14-21.
14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,
15 para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem crê nele não é condenado; mas

quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
20 Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas.
21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fi m de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

HINOS SUGERIDOS: 27, 41 e 124 da Harpa Cristã

Objetivo Geral
Explicar que o projeto primário de Deus foi salvar a humanidade, contudo, de acordo com sua soberania, concedeu o livre-arbítrio ao homem.

Objetivos Específicos
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

    I.   Mostrar que a eleição bíblica é segundo a presciência divina;
    II.  Discutir a tese bíblica de Armínio a respeito do livre-arbítrio;
    III. Conhecer a respeito da eleição divina e do livre-arbítrio.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na cruz do Calvário, Jesus Cristo ofereceu a salvação indistinta e gratuitamente para todos os seres humanos (Ap 22.17). Por decisão pessoal, e liberdade individual, os que recebem a oferta de salvação são destinados à vida eterna, pois o Pai quer que todo homem se salve e que ninguém se perca (2Pe 3.9). [Comentário: Nesta lição, temos a oportunidade de pensar maduramente acerca da fé cristã. É importante salientar, sob os três aspectos teológicos encontrados hoje em dia – Calvinismo, Luteranismo e Arminianismo – qual a situação do homem: Na ótica Luterana: “O homem foi criado à imagem de Deus, mas a perdeu. "Por natureza somos espiritualmente cegos, mortos e inimigos de Deus". "Sem o auxílio do Espírito Santo o homem é incapaz de crer". Lutero se opunha ao termo livre-arbítrio já que há ação do Espírito Santo.”; Para o Calvinismo: “Depravação total - Todos os homens nascem totalmente depravados, incapazes de se salvar ou de escolher o bem em questões espirituais;”; o Arminianismo defende a “Capacidade humana (Livre-arbítrio) - Todos os homens embora sejam pecadores, são livres para aceitar ou recusar a salvação que Deus oferece, mediante ação do Espírito Santo;” Ainda nesse sentido, para os Luteranos, a Eleição é condicional; Os Calvinistas afirmam que a Eleição é incondicional – Deus escolheu dentre todos os seres humanos decaídos um grande número de pecadores por graça pura, sem levar em conta qualquer mérito, obra ou fé prevista neles; Deus predestinou (determinou) quem vai para o céu e quem vai para o inferno, e a teologia Arminiana defende que a Eleição é condicional - A eleição divina só acontece mediante a fé em Cristo; A predestinação, citada na Bíblia, acontece com base na presciência de Deus. Quanto à Expiação, os Luteranos crêem na Expiação geral ou ilimitada; os Calvinistas na Expiação particular ou limitada - Jesus Cristo morreu na cruz para pagar o preço do resgate somente dos eleitos, e os Arminianos pregam que a Expiação foi geral ou ilimitada - Cristo morreu por todos os homens e não somente pelos eleitos. Explicado estas posições acerca da situação do homem, da Eleição e da Expiação, vamos pensar maduramente a fé cristã?]

PONTO CENTRAL
De acordo com sua soberania, Deus concedeu o livre-arbítrio ao homem.

5 de novembro de 2017

Lição 7: (Adulto) A Salvação pela Graça


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS
4º Trimestre de 2017
Título: A Obra da Salvação: Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida
Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening
Material de apoio gratuito aos professores e alunos de escola dominical que utilizam as revistas da CPAD


Lição 7
12 de Novembro de 2017

A Salvação pela Graça

Texto Áureo

Verdade Prática
"Pois assim como por uma só ofensa veio juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida." (Rm 5.18)

A nossa salvação é fruto único e exclusivo da graça de Deus.
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Leitura Diária
Segunda: Ef 2.8,9: Salvos pela graça mediante a fé
Terça: Rm 4.25: A Ressurreição de Cristo: o triunfo da graça sobre a morte e o pecado
Quarta: 1Tm 1.14: A Graça de Deus transborda em nós

Quinta: At 15.10,11: Somente pela graça somos salvos
Sexta: Gl 2.16: Nenhuma obra meritória garante a salvação
Sábado: Rm 5.20,21: Onde havia o pecado a graça de Deus  o suplantou

Leitura Bíblica em Classe
Romanos 5.6-10,15,17,18,20; 11.6
João 3
6 Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
7 Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.
8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
9 Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
10 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
15 Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de

Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
17 Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.
18 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
20 Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça.
Romanos 11:6
6 Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.

HINOS SUGERIDOS: 291, 330, 491 da Harpa Cristã

Objetivo Geral
Saber que a nossa salvação é fruto único e exclusivo da graça de Deus.

Objetivos Específicos
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I-   Explicar o propósito da Lei e da graça;
II-  Discutir a respeito do favor imerecido de Deus;
III- Salientar para o escândalo da graça.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A Lei no Antigo Testamento tem a função de instruir e ensinar ao povo o que Deus estabeleceu aos israelitas a fim de eles terem um convívio próspero, pacífico e harmonioso na terra de Canaã. Os mandamentos contêm preceitos indispensáveis de moral, de ética e de vida religiosa, sem os quais o povo viveria num caos. Entretanto, na impossibilidade de os seres humanos cumprirem plenamente a Lei para tornarem-se justos, Deus nos outorgou a sua maravilhosa graça. [Comentário: É quase um paradigma para nós associarmos o Antigo Testamento à Lei e o Novo Testamento à Graça. De início, deixo uma pergunta: ‘Jesus aboliu a Lei?’ A resposta é um enfático Não, Jesus não aboliu a Lei, Jesus cumpriu a Lei. Jesus mudou nosso relacionamento com a Lei. Ele mostrou que o mais importante é a atitude do coração, não as cerimônias exteriores. Em Mateus 5.17-18, Jesus disse que tinha vindo para cumprir a Lei, não para abolir. Ele explicou que a Lei de Deus não pode ser abolida. A Lei de Deus é justa e precisa ser cumprida. Por outro lado, Hebreus 7:18-19 diz que a Lei foi revogada! Várias passagens da Bíblia dizem que a Lei é eterna e precisa ser cumprida mas várias outras dizem que a morte de Jesus na cruz revogou a Lei. Assim, vamos pensar maduramente a fé cristã?]

PONTO CENTRAL
A salvação em Jesus Cristo é de abrangência universal.

I - LEI E GRAÇA

1. O propósito da Lei. A Lei tem o propósito espiritual de mostrar quão terrível é o pecado - "pela lei vem o conhecimento do pecado." (Rm 3.20) -, bem como o propósito concreto de preservar o povo de Israel do pecado. Mais tarde, a Lei também revelaria quão grande é a necessidade do ser humano, pela graça, obter a salvação, pois era impossível cumprir plenamente a Lei de Deus no Antigo Testamento (Rm 7.19; Tg 2.10). Entretanto, sob o ponto de vista dos aspectos morais da Lei, há princípios que continuam vigorando até os dias atuais. Esses princípios, conforme resumidos no Decálogo - os Dez Mandamentos -, representam nossas obrigações éticas para com Deus e com o próximo (Êx 20.1-17). Esse é o caminho traçado pelo Altíssimo para nós no processo de santificação efetivado pelo Espírito Santo (Jo 14.15; Jo 16.8-10). Nesse sentido, a própria lei moral de Deus é uma expressão de sua graça que representa a revelação clara de sua vontade santa, justa e boa (Rm 7.12). [Comentário: O foco central da teologia bíblica é o governo de Deus, o Reino de Deus ou os conceitos entrelaçados de Reino e aliança. O estudo do Antigo Testamento é essencial para a compreensão da revelação dos propósitos de Deus no decorrer da historia da humanidade, ressaltando a progressão da revelação divina e os propósitos didáticos de Deus. Portanto, compreender o Antigo Testamento é desfrutar do que os escritores do Novo Testamento encontraram, ou seja, ao invés da letra que mata, o testemunho do Espírito que conduz à vida. Ao invés da enfadonha coleção de leis escravizadoras, uma condução para a grande libertação em Jesus Cristo. Ainda hoje, Deus quer que aprendamos com as experiências do povo do Antigo Testamento, sobre gratidão ou ingratidão, rendição ou rebelião, humildade ou arrogância, entre tantas outras totalmente aplicáveis aos nossos dias. Teologicamente falando, a Lei dividi-se em três partes: a lei civil, a lei cerimonial e a Lei Moral (Veja este artigo de Solano Portela para um estudo mais profundo). A lei civil e cerimonial são questões como: forma de governo, circuncisão, “carne de porco”, sacrifícios, quem pode ser sacerdote, etc. Estas vertentes da lei foram abolidas. Vejamos:
Lei cerimonial: Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. (Hebreus 7:12) Lendo o contexto, percebe-se que a lei ao qual o autor de Hebreus se refere é a lei que constitui sacerdotes (Hebreus 7:28), ou seja, a lei cerimonial.
Lei civil: Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. (Lucas 20:25) Mostrando a separação entre o governo humano e o divino, nesta nova era, que é diferente da de Israel (para um entendimento mais profundo desta diferença de eras leia este artigo de John Piper).
Sendo assim, bem sabemos que Jesus disse:
Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. (Mateus 5:17)
Então, quando Jesus veio, Ele cumpriu toda a Lei Divina, tanto a sombra da lei cerimonial (sacrifício único e perfeito, sacerdote eterno, etc.) e da lei civil (assumindo o reinado messiânico, etc.), como a Lei Moral. Contudo, a Lei Moral não foi abolida, porque nem o pode ser, pois é um reflexo do caráter Santo de Deus e é o caráter divino que define algo como pecado. Esta Lei Moral está resumida nos 10 mandamentos e ainda mais resumida nos dois grandes mandamento. Cabe ressaltar que Jesus não veio trazer uma nova lei. No sermão do monte, Cristo não estava abolindo a Lei Divina, mas o entendimento errado e os mandamentos humanos que colocaram sobre ela; e Ele fez isso mostrando o sentido mais profundo da Lei. Aliás, os dois grandes mandamentos, que são um, também não são uma nova lei, mas Jesus estava respondendo ao fariseu que perguntou qual “o grande mandamento na lei” (Mateus 22:36). Portanto, a Lei Moral ainda vigora e todo crente (judeu ou gentio) deve cumpri-la. Se o judeu messiânico referia-se a esta Lei, então estou de acordo; e realmente só conseguimos cumpri-la através do poder regenerador e santificador do Espírito Santo. Contudo, acho que a lei que os judeus messiânicos estavam se referindo é a cerimonial. Assim sendo, é importante dizer que, apesar de alguns crentes judeus continuarem a guardar algumas cerimônias no NT, isso não foi feito porque eles eram obrigados a isso, mas por costume e temporariamente. No NT não existe mais diferença entre judeu e gentio, todos estão debaixo da mesma condenação, todos tem acesso a Deus em um Espírito e todos têm que cumprir a mesma Lei, a Lei de Cristo, que é a Divina Lei Moral. Para um maior entendimento do perigo de se guardar a lei cerimonial buscando ser aceito por Deus sugiro a leitura de Gálatas, Colossenses e Hebreus1.]
1. PIMENTEL Vinícius M.: ‘Precisamos guardar a Lei?’; Disponível em: Voltemos Ao Evangelho: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2010/07/pve-precisamos-guardar-a-lei/. Acesso em 3 de novembro de 2017.