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26 de dezembro de 2010

Lição 1 – A Ação do Espírito Santo através da Igreja

02 de janeiro de 2011

TEXTO ÁUREO

"Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra" (At 1.8).

- O termo original para virtude é dunamis, que significa poder real; poder em ação. Esse é o versículo-chave do livro de Atos. O propósito principal do batismo no Espírito Santo é o recebimento de poder divino para testemunhar de Cristo, para ganhar os perdidos para Ele, e ensinar-lhes a observar tudo quanto Cristo ordenou. Sua finalidade é que Cristo seja conhecido, amado, honrado, louvado e feito Senhor do povo de Deus ( Mt 28.18-20; Lc 24.49; Jo 5.23; 15.26,27). Poder significa mais do que força ou capacidade; designa aqui, principalmente, o poder divino em operação, em ação. O batismo no Espírito Santo trará o poder pessoal do Espírito Santo à vida do crente. Note que neste versículo Lucas não apresenta uma unção especial ou poder para impressionar, mas afirma ele, um poder celestial no interior do crente para este testemunhar com grande eficácia. O batismo no Espírito Santo não somente outorga poder para pregar Jesus como Senhor e Salvador, como também aumenta a eficácia desse testemunho, fortalecido e aprofundado pelo nosso relacionamento com o Pai, o Filho e o Espírito Santo por termos sido cheios do Espírito (cf. Jo 14.26; 15.26,27). O Espírito Santo revela e torna mais real para nós a presença pessoal de Jesus (Jo 14.16-18). Uma comunhão íntima com o próprio Jesus Cristo resultará num desejo cada vez maior da nossa parte de amar, honrar e agradar nosso Salvador. O Espírito Santo dá testemunho da justiça (Jo 16.8,10) e da verdade (Jo 16.13), as quais glorificam a Cristo (Jo 16.14), não somente com palavras, mas também no modo de viver e no agir. Daí, quem tem o testemunho do Espírito Santo a respeito da obra redentora de Jesus Cristo, manifestará com certeza, à semelhança de Cristo, o amor, a verdade e a justiça em sua vida (cf. 1 Co 13). O batismo no Espírito Santo outorga poder para o crente testemunhar de Cristo e produz nos perdidos a convicção do pecado, da justiça e do juízo (ver Jo 16.8). Os efeitos desta convicção se tornarão evidentes naqueles que proclamam com sinceridade a mensagem da Palavra e naqueles que a recebem (2.39,40). O batismo no Espírito Santo destina-se àqueles cujos corações pertencem a Deus por terem abandonado seus maus caminhos (2.38; 3.26), e é mantido mediante a mesma dedicação sincera a Cristo. O batismo no Espírito Santo é um batismo no Espírito que é santo (Rm 1.4). Assim, se o Espírito Santo realmente estiver operando em nós plenamente, viveremos em maior conformidade com a santidade de Cristo. À luz destas verdades bíblicas, portanto, quem for batizado no Espírito Santo, terá um desejo intenso de agradar a Cristo em tudo o que puder. Noutras palavras: a plenitude do Espírito complementa (i.e., completa) a obra salvífica e santificadora do Espírito Santo em nossa vida. Aqueles que afirmam ter a plenitude do Espírito, mas vivem uma vida contrária ao Espírito de santidade, estão enganados e mentindo. Aqueles que manifestam dons espirituais, milagres, sinais espetaculares, ou oratória inspiradora, mas não têm uma vida de verdadeira fé, amor e retidão, não estão agindo segundo o Espírito Santo, mas segundo um espírito impuro que não é de Deus (Mt 7.21-23; cf. Mt 24.24; 2 Co 11.13-15).[Adaptado da Bíblia de Estudo Pentecostal, nota textual de At 1.8; Stamps, Donald. CPAD].

VERDADE PRÁTICA

Apesar de suas limitações locais, a Igreja de Cristo, sob o poder do Espírito Santo, universaliza-se em suas conquistas e faz-se irresistível como Reino de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 1.1-5

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Conhecer o conteúdo e o propósito do livro de Atos;

- Explicar os eventos pré-pentecostais à descida do Espírito Santo, e

- Saber como se deu o desenvolvimento da expansão da igreja neo-testamentária.

PALAVRA-CHAVE

AÇÃO: - Ato ou efeito de atuar; agir; obrar; operar.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

A assembléia de Deus no Brasil, em 18 de junho de 2011, celebrará o centenário de sua existência, momento este de suma importância para o movimento pentecostal, cujas raízes se estenderam como em terra fértil por todo o solo brasileiro. A história nos mostra que a árdua caminhada valeu à pena! Oportunidade que temos para rever a história do início da igreja e comparar com os eventos da atualidade, para ver onde estamos acertando e onde precisamos melhorar, e Atos nos demonstra aquilo que é essencial e vital para a experiência comunitária da igreja. Atos nos brinda com os pontos mais importantes da vida comum dos participantes da igreja, que está além de sua organização, mas antes, focalizada no seu organismo. Não existe no cristianismo nada mais fascinante que a vida de Cristo. Ele é a figura central do cristianismo. Contudo, não podemos negar que a história da expansão da verdade a respeito de Cristo é também muito interessante, senão, igualmente fascinante. “pena alguma jamais escreveu um registro mais irresistível. Se esses acontecimentos memoráveis não provocarem a imaginação e nem despertarem as emoções de qualquer leitor realmente interessado, nenhum outro o fará”[1] J. Sidlow Baxter. Juntamente com o Evangelho de Lucas e a Epístola de Hebreus, Atos contém a redação grega mais culta de todo o Novo Testamento, quase próximo do grego clássico. É impossível lê-lo sem notar a mente do autor por trás da forma clínica de avaliação da história. É bem certo que alguns estudiosos afirmam que os discursos são implementados pelo autor, por vezes modificados, ou ainda, que os discursos encontrados em Atos são na verdade são citações literárias improvisadas. Contudo, não existe como fazer tal afirmação, do mesmo modo que não podemos assegurar que o autor deixe no texto exatamente as palavras de todos os discursos encontrados. O que é certo é que o autor nos brinda com o cerne acurado do que for a dito. Boa aula!

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. AUTORIA, DATA E TEMA

Os Atos dos Apóstolos (grego: Πράξεις των Αποστόλων, ton praxeis apostolon; Latim: Acta Apostolorum), o quinto livro do Novo Testamento, é a fonte aonde iremos nos abeberar neste primeiro trimestre de 2011. Geralmente conhecido apenas como Atos, este livro descreve a história da Era Apostólica. “O livro de Atos é a continuação do esforço literário histórico-doutrinário-apologético que Lucas enviou a fim de explicar a vida e a significação do ministério de Jesus, o Cristo, como o seus propósitos, a sua vida e as suas atividades foram continuadas por meio do Espírito Santo, nas pessoas dos apóstolos do Senhor Jesus, e depois através dos seus convertidos, na igreja cristã primitiva” Russell Norman Champlin.

1. Autoria. De acordo com a tradição da Igreja Primitiva, Lucas foi o autor do livro de Atos. O primeiro tratado refere-se ao Evangelho de Lucas. Teófilo é o receptor desconhecido. Seu nome significa ‘amado por Deus’ e, em Lc 1.3, ele é chamado de excelentíssimo, um título formal de respeito. Médicos como Lucas (Cl 4.14) normalmente eram escravos, donde infere-se que Teófilo pode ter sido o antigo mestre de Lucas. Existem apenas três referências específicas a Lucas no Novo Testamento. Ao escrever para Filemom, Paulo claramente o mencionou, junto com Marcos, Aristarco e Demas, como "meus cooperadores" (Fm 24). De acordo com 2 Timóteo, o apóstolo mencionou com uma atitude de apreciação a presença de Lucas, quando disse: "Só Lucas está comigo" (2Tm 4.11). Desde que seu nome é mencionado numa passagem de Colossenses depois de todos os obreiros judeus, geralmente se conclui que era gentio (Cl 4.10-14). O Prólogo Antimarcionita declarava que Lucas era nativo de Antioquia da Síria, que jamais se casou e morreu em Boeotia (um distrito da Grécia antiga), com 84 anos de idade. Alguns reforçam esta hipótese, ao mencionar suas referências detalhadas sobre Antioquia em Atos 6.5; 11.19-27; 13.1; 14.26; 15.22-35. Assim sendo, esse livro é uma sequência do Evangelho de Lucas. As evidências internas do próprio livro de Atos confirmam a autoria lucana. O livro tem início com uma dedicatória a Teófilo, tal como sucede com Evangelho de Lucas. Vocabulário e estilo são extremamente parecidos em ambos os livros. O uso freqüente de termos médicos concorda com o fato que Lucas era Médico (Cl. 4:14). Com o uso do pronome "nós" (às vezes subtendido), ao descrever diversas jornadas de Paulo, o autor do livro de Atos deixa entendido que Ele mesmo era um dos companheiros de viagem do apóstolo. Outros companheiros de viagem de Paulo não se ajustam dentro dos informes dos textos. O Evangelho de Lucas e o livro de Atos formavam apenas dois volumes de uma mesma obra, o qual daríamos hoje o nome de História das Origens Cristãs[2]. Lucas provavelmente não atribuiu a este segundo livro um título próprio. Somente quando seu evangelho foi separado dessa segunda parte do livro e colocado junto com os outros três evangelhos é que houve a necessidade de dar um título ao segundo volume[3]. Isso se deu muito cedo, por volta de 150 dC. Tanto em sua intenção quanto em sua forma literária, este escrito não é diferente dos quatro evangelhos[4]. Escritores do século II e III fizeram várias sugestões para nomear essa obra, como O memorando de Lucas (Tertuliano) e Os atos de todos os apóstolos (Cânon Muratorio*). O nome que finalmente iria consagrar-se aparece pela primeira vez no prólogo antimarcionita de Lucas (final do século II[5]) e em Irineu. A palavra Atos denotava um gênero ou subgênero reconhecido, caracterizado por livros que descreviam os grandes feitos de um povo ou de uma cidade[6]. O título segue um costume da literatura helenística, que conhecia os Atos de Anibal, os Atos de Alexandre, entre outros. O objetivo desse livro é mostrar a ação do Espírito Santo na primeira comunidade cristã e, por ela, no mundo em redor. O conteúdo do livro não corresponde ao seu título, porque não se fala de todos os apóstolos, mas somente de Pedro e de Paulo. João e Felipe aparecem apenas como um figurantes. Entretanto, não são os atos desses apóstolos que achamos no livro, mas antes a história da difusão do Evangelho, de Jerusalém até Roma, pela ação do Espírito Santo. Assim sendo, um nome mais apropriado seria Atos do Espírito Santo!

*[Cânon muratório (170 d.C.). Além do cânon obviamente abreviado do herege Marcião (140 d.C.), a lista canônica mais antiga encontra-se no fragmento muratório. A lista de livros do Novo Testamento corresponde exatamente à da Antiga latina, omitindo-se apenas Hebreus, Tiago e 1 e 2Pedro. Westcott sustenta que provavelmente houve uma falha nos manuscritos com a possível inclusão de tais livros em alguma época. É um tanto inusitado que Hebreus e 1Pedro estivessem ausentes, ao passo que os livros menos frequentemente cilados, Filemom e 3João, estivessem incluídos.]

2. Data de composição. Lucas conta a história da Igreja antiga dentro da estrutura de detalhes geográficos, políticos e históricos que podiam se encaixar apenas no século 1. Por exemplo, Lucas emprega títulos de governantes romanos regionais, que só alguém vivendo naquela época poderia saber com precisão, e isso sugere que o livro tenha sido escrito naquele período. O livro de Atos termina abruptamente com Paulo em seu segundo ano na prisão de Roma, que teve início cerca de 60 d.C. Lucas não dá informação sobre o martírio do apóstolo Paulo que morreu decapitado entre 66 e 68 d.C. Os eruditos acreditam que Lucas teria incluído acontecimentos importantes se tivesse escrito depois de 64 d.C.,[7] como as perseguições empreendidas por Nero (64-68 d.C.) ou a destruição de Jerusalém (70 d.C.). Portanto, Atos foi escrito provavelmente entre 61 e 63 d.C.

3. Tema. A história do desenvolvimento da igreja primitiva desde a ascensão de Cristo até o encarceramento de Paulo em Roma, e o começo de seu ministério ali. Narra o livro de Atos que, antes de subir aos céus, Jesus determinou aos discípulos que permanecessem em Jerusalém até que recebessem o poder do alto através do Espírito Santo e que a partir de então eles se tornariam suas testemunhas até os confins da terra. A Propagação Triunfal do Evangelho pelo Poder do Espírito Santo, portanto, é o seu tema central (Atos 1.8; 28.31)

.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

Lucas participa da história da Igreja Primitiva, não somente como autor, mas como um personagem presente e ativo.

II. O CONTEÚDO DE ATOS DOS APÓSTOLOS

Atos é o único livro do Novo Testamento que dá continuidade aos acontecimentos narrados nos quatro evangelhos canônicos. Nenhuma outra escritura do NT é tão rica em detalhes a respeito da continuidade histórica da obra de Cristo. Podemos até considerar que o Livro de Atos é o pano de fundo histórico sobre o qual podemos compreender os escritos posteriores, tais como as epístolas, sobretudo as paulinas. Sobre isso, John Walvoord e Roy Zuck citam F.F. Bruce que diz: “É a Lucas que devemos agradecer pelo coerente relato da atividade apostólica de Paulo. Sem Atos, nós seríamos incalculavelmente pobres [em relação ao entendimento do empenho de Paulo] [8]

1. Eventos pré-pentecostais. Atos 1 dá o pano de fundo aos eventos pré-pentecostes:

a. A ascensão de Cristo. Os discípulos voltaram para Jerusalém e já não mais se lamentavam, antes sim, estavam cheios de louvor e gratidão a Deus. Com regozijo contavam a maravilhosa história da ressurreição de Cristo e de Sua ascensão ao Céu. Não tinham mais qualquer desconfiança do futuro. Sabiam que Jesus estava no Céu e que continuariam a ser objeto de seu compassivo interesse. Jesus retorna ao Céu vitorioso. Seu sacrifício foi aceito pelo Pai. Satanás está derrotado. É um inimigo vencido. O caráter de Deus outrora manchado por suas acusações infundadas, agora está plenamente reivindicado. Todo o Universo tem convicção de que Deus é Santo, e Sua Justiça e Amor são infalíveis.

b. A eleição de Matias. Matias, o apóstolo “póstumo”. É assim chamado porque surgiu depois da morte do apóstolo Judas Iscariotes, o traidor. Alguns teólogos se referem à ele como o décimo terceiro apóstolo, pois foi eleito para ocupar esse posto, conforme consta dos Atos dos Apóstolos, na Bíblia. A eleição dos onze apóstolos deu-se dias depois da Ascensão de Jesus e da vinda do Espírito Santo. A proposta de Pedro de que fosse escolhido um décimo segundo apóstolo para substituir Judas (Atos 1.21,22), lança luz ao seu entendimento do apostolado. Em primeiro lugar, o ministério apostólico (v.25) consistia em ser testemunha da sua obra (22b). A ressurreição foi algo reconhecido como prova divina da pessoa e da obra de Jesus. Lucas descreve como os apóstolos davam testemunho dessa ressurreição (At 4.33; 13.30-33). Em segundo lugar, para ser qualificado como apóstolo, portanto, era necessário ter presenciado a ressurreição da qual tinham sido chamados a testemunhar (At 2.32; 3.15; 10.40-43). Para este ministério era indispensável ter visto o Senhor ressurreto. Em terceiro lugar, a escolha apostólica deveria ser feita pelo próprio Senhor Jesus. Foi ele quem escolheu os doze originais. Assim, ele também deveria escolher o substituto de Judas. A assembléia se reuniu, orou e lançou sortes (método utilizado no Antigo Testamento Lv 16.6-19; URIM E TUMIM – Êx 28.27-30; Ed 2.63).

2. Evento Pentecostal. No antigo calendário israelita estão relacionadas três festas (Ex 23.14-17; 34.18-23): a primeira é a Páscoa, celebrada junto à dos Ázimos ou Asmos; a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio Grego, recebeu o nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabernáculos ou Cabanas. As duas primeiras celebrações foram adotadas pelo cristianismo, porém, a terceira foi relegada ao esquecimento. Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento (Ex 23.14-17; 34.18-23). As razões deste novo nome são várias: (a) nos últimos trezentos anos do período do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito popular entre os judeus. Os nomes hebraicos - hag haqasir e hag xabu´ot - perderam as suas atualidades e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é cinqüenta dias depois (da Páscoa). Como o Império Grego passou a ter hegemonia em 331 a.C., é provável que o nome Pentecostes tenha ganhado popularidade a partir desse período. O dia de Pentecoste simboliza, para a igreja, o início da colheita de almas para Deus neste mundo. Qual é o significado da plenitude do Espírito Santo recebida no dia de Pentecoste? (1) Significou o início do cumprimento da promessa de Deus em Jl 2.28,29, de derramar seu Espírito sobre todo o seu povo nos tempos do fim (cf. 1.4,5; Mt 3.11; Lc 24.49; Jo 1.33; ver Jl 2.28,29). (2) Posto que os últimos dias desta era já começaram (Hb 1.2; 1 Pe 1.20), todos agora se vêem ante a decisão de se arrependerem e de crerem em Cristo (3.19; Mt 3.2; Lc 13.3; ver At 2.17 notas). (3) Os discípulos foram do alto... revestidos de poder (Lc 24.49; cf. At 1.8), que os capacitou a testemunhar de Cristo, a produzir nos perdidos grande convicção no tocante ao pecado, à justiça, e ao julgamento divino, e a desviá-los do pecado para a salvação em Cristo (At 4.13,33; 6.8; Rm 15.19; ver Jo 16.8). (4) O Espírito Santo já revelou sua natureza como aquele que anseia e pugna pela salvação de pessoas de todas as nações e aqueles que receberam o batismo no Espírito Santo ficaram cheios do mesmo anseio pela salvação da raça humana (At 4.12,33; Rm 9.1-3; 10.1).

3. Eventos missionários. O Pentecoste é o início das missões mundiais (At 1.8; 2.6-11,39). Os discípulos se tornaram ministros do Espírito. Não somente pregavam Jesus crucificado e ressuscitado, levando outras pessoas ao arrependimento e à fé em Cristo, como também influenciavam essas pessoas a receber o dom do Espírito Santo (At 2.38,39) que eles mesmos tinham recebido no Pentecoste. Levar outros ao batismo no Espírito Santo é a chave da obra apostólica no NT (At 8.17; 9.17,18; 10.44-46; 19.6). Mediante este batismo no Espírito, os seguidores de Cristo tornaram-se continuadores do seu ministério terreno. Continuaram a fazer e a ensinar, no poder do Espírito Santo, as mesmas coisas que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar (At 1.1; Jo 14.12).

a. A expansão em Jerusalém. O Espírito Santo deu aos apóstolos poder para realizar prodígios e grandes sinais entre o povo e lhes deu grande sabedoria para pregar o evangelho de tal maneira, que seus oponentes não podiam contestar os seus argumentos (At 6.10; cf. Êx 4.15; Lc 21.15).

b. A expansão da Igreja na Judéia e Samaria. Note a seqüência de eventos nesse registro do derramamento do Espírito Santo nos crentes samaritanos. (1) Filipe pregou o evangelho do reino, e Deus confirmou a Palavra com sinais e prodígios (At 8.5-7). (2) Muitos samaritanos receberam a Palavra de Deus (v. 14), creram em Jesus (v. 12), foram curados e libertos de espíritos imundos (v. 7), e batizados nas águas (vv. 12,13). Assim, experimentaram a salvação, a obra regeneradora do Espírito Santo e o poder do reino de Deus. (3) O Espírito Santo, porém, não tinha descido sobre nenhum deles depois da sua conversão a Cristo e batismo em água (v. 16). (4) Alguns dias depois da conversão dos samaritanos, Pedro e João chegaram a Samaria e oraram para os novos crentes receberem o Espírito Santo (vv. 14,15). Houve um definido intervalo entre a conversão deles e o recebimento do batismo no Espírito Santo (vv. 16,17; cf. 2.4). Este caso dos samaritanos segue o padrão da experiência idêntica dos discípulos no dia de Pentecoste.

c. A expansão da Igreja entre os gentios. O registro dessa expansão encontra-se a partir do capítulo 13 e não se esgota no 28. Paulo e Barnabé foram chamados à obra missionária e enviados pela igreja de Antioquia. As características dessa obra estão descritas em 9.15; 13.5; 22.14,15,21 e 26.16-18. Paulo e Barnabé foram chamados para pregar o evangelho e conduzir homens e mulheres à salvação em Cristo. As Escrituras não indicam em lugar nenhum que os missionários do NT foram enviados aos campos para realizarem trabalhos sociais ou políticos, i.e., propagar o evangelho e fundar igrejas mediante o exercício de todos os tipos de atividades sociais ou políticas para o bem da população do Império Romano. O alvo dos missionários era conduzir pessoas a Cristo (At 16.31; 20.21), livrá-las do poder de Satanás (At 26.18), levá-las a receber o Espírito Santo (At 19.6) e organizá-las em igrejas. Nesses novos cristãos, o Espírito Santo veio habitar e manifestar-se através do amor; Ele deu dons espirituais (1 Co 12-14) e transformou esses fiéis de tal maneira que suas vidas glorificavam ao seu Salvador. Os missionários do evangelho de hoje devem ter a mesma atividade prioritária: ser ministros e testemunhas do evangelho, que levem outros a Cristo, livrando-os do domínio de Satanás (At 26.18), fazendo-os discípulos, motivando-os a receber o Espírito Santo e os seus dons (At 2.38; 8.17) e ensinando-os a observar tudo quanto Cristo ordenou (Mt 28.19,20). Isto deve ser acompanhado de sinais e prodígios, cura de enfermos e libertação de oprimidos pelos demônios (At 2.43; 4.30; 8.7; 10.38; Mc 16.17,18). Esta tarefa suprema de pregar o evangelho, no entanto, deve também incluir atos pessoais de amor, de misericórdia e de bondade para com os necessitados (cf. Gl 2.10). Deste modo, todos que são chamados a dar testemunho do evangelho servirão na causa divina segundo o modelo de Jesus (Lc 9.2). [9]

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

A ascensão de Cristo e a eleição apostólica de Matias foram os eventos que antecederam o Pentecostes.

III. O PROPÓSITO DE ATOS DOS APÓSTOLOS

Lucas tem pelo menos dois propósitos ao narrar os começos da igreja. (1) Demonstra que o evangelho avançou triunfalmente das fronteiras estreitas do judaísmo para o mundo gentio, apesar da oposição e perseguição. (2) Revela a missão do Espírito Santo na vida e no papel da igreja e enfatiza o batismo no Espírito Santo como a provisão de Deus para capacitar a igreja a proclamar o evangelho e a dar continuidade ao ministério de Jesus. Lucas registra três vezes, expressamente, o fato de o batismo no Espírito Santo ser acompanhado de enunciação em outras línguas (2.1-4.; 10.44-47; 19.1-6). O contexto destas passagens mostra que isto era normal no princípio da igreja, e que é o padrão permanente de Deus para ela.

1. Narrar a expansão da Igreja. No Evangelho segundo Lucas temos o relato de tudo que Jesus começou a fazer e a ensinar no poder do Espírito Santo (Lc 4.1,18). No livro de Atos temos a continuação do relato de como seus seguidores, no mesmo poder do Espírito Santo, proclamaram o mesmo evangelho, operaram o mesmo tipo de milagre e viveram o mesmo tipo de vida cristã. O Espírito Santo reproduzindo a vida e o ministério de Jesus através da igreja é a principal ênfase teológica do livro de Atos. Este livro poderia muito bem ser chamado Os Atos do Espírito Santo . Observe os itens abaixo sobre o registro inspirado do Espírito Santo no livro de Atos. (1) Todo o texto bíblico de Atos, inclusive o das narrativas históricas, tem relevância didática (i.e., ensino) e teológica. Dois fatos confirmam esta verdade. (a) A declaração bíblica de que Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (2 Tm 3.16). (b) A declaração paulina de que as narrativas do AT têm um propósito didático e instrutivo (1 Co 10.11). Ele afirma que essas narrativas são exemplos de relevância prática e teológica para o crente (Rm 15.4). O que é válido às narrativas históricas do AT também o é a Atos. (2) Os propósitos primários que Lucas tinha em mente ao escrever o livro de Atos eram, portanto, os seguintes: (a) apresentar um padrão definitivo da atividade do Espírito Santo, a ser seguido durante toda a era da igreja; (b) fornecer dados para a formulação de uma doutrina do Espírito Santo; e (c) mostrar como essa doutrina deve relacionar-se com a vida dos crentes em Cristo. Note especificamente dois elementos neste livro que são normativos na teologia e na prática: (i) o registro repetido e harmônico de Lucas das muitas ocasiões em que ocorreu o batismo no Espírito Santo, ou quando os crentes foram cheios do Espírito Santo (ver 2.39; cf. 1.5,8; 2.4; 4.8,31; 8.15-17; 9.17; 10.44-46; 13.9,52; 15.8; 19.1-6); as muitas atividades do Espírito Santo no livro de Atos, que forneceram à igreja os padrões de justiça, de testemunho e do poder que Deus deseja para seu povo nos últimos dias (i.e., na era da igreja). [10]

2. A justificar os Atos dos Apóstolos. O batismo no Espírito Santo não somente outorgou poder para pregar Jesus como Senhor e Salvador, como também aumentou a eficácia desse testemunho, fortalecido e aprofundado pelo relacionamento com o Pai, o Filho e o Espírito Santo (cf. Jo 14.26; 15.26,27). O batismo no Espírito Santo outorgou poder para os crentes testemunharem de Cristo e produziu nos perdidos a convicção do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Os efeitos desta convicção se tornaram evidentes naqueles que proclamaram com sinceridade a mensagem da Palavra e naqueles que a receberam (At 2.39,40).

3. Estimular aos crentes. O livro de Atos termina de modo repentino, sem nenhuma conclusão formal quanto ao que Deus realizou através do Espírito Santo e dos apóstolos no NT. A intenção de Deus é que os atos do Espírito Santo e a pregação do evangelho continuem na vida do povo de Cristo até o fim dos tempos (At 2.17-21; Mt 28.18-20). Lucas, sob a inspiração do Espírito Santo, revelou o padrão daquilo que a igreja deve ser e fazer. Ele registrou exemplos da fidelidade dos crentes, do triunfo do evangelho em meio a oposição do inimigo e do poder do Espírito Santo operante na igreja e entre os homens. Esse é o padrão de Deus para as igrejas atuais e futuras, e devemos fielmente guardá-lo, proclamá-lo e vivê-lo (2 Tm 1.14). Todas as igrejas devem avaliar-se segundo o que o Espírito disse e fez entre os crentes dos primeiros tempos.

(III. CONCLUSÃO)

Comemorar o centenário da Assembléia de Deus tem grandes motivações para a Igreja e toda sociedade brasileira. Daniel Berg e Gunnar Vingren viveram intensamente o propósito de divulgar o Evangelho e conquistar novos convertidos. Esses verdadeiros ‘profetas da última hora’ foram resignados por Deus para esta obra, e tinham como base para sua evangelização o lema “Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito Santo e cura os enfermos.” Afirmação, que ainda hoje, pode ser sentida e vivida. Deus continua a abençoar a sua obra e o escritor de Atos, Lucas, sob a inspiração do Espírito Santo, revelou o padrão daquilo que a igreja deve ser e fazer. Se o poder, a justiça, a alegria e a fé das nossas igrejas atuais não são idênticas às que lemos nas igrejas em Atos, devemos pedir a Deus, mais uma vez, uma renovação da nossa fé no Cristo ressurreto, e um novo derramamento do seu Espírito Santo

APLICAÇÃO PESSOAL

Com a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, ocorre uma experiência sobrenatural em que os judeus de outras nacionalidades que estavam presentes na festa ouviram os discípulos falando em seus próprios idiomas, o que chamou a atenção de uma multidão de pessoas para o local onde estavam reunidos. Corajosamente, Pedro inicia um discurso explicando o motivo do acontecimento em que três mil pessoas são convertidas para o cristianismo que foram batizados, passando a congregar levando uma vida de comunitária de muita oração onde se presenciavam prodígios e milagres feitos pelos apóstolos. Após o apedrejamento de Estevão, Saulo de Tarso empreende uma grande perseguição à Igreja em Jerusalém, o que dispersou vários discípulos pelas regiões da Judeia e Samaria, chegando também o Evangelho à Fenícia, Chipre e Antioquia. Algumas obras de Filipe, o Evangelista, são narradas em Atos, entre as quais a sua passagem por Samaria e a conversão de um eunuco etíope na rota comercial de Gaza. Saulo de Tarso ao tentar empreender novas perseguições, converte-se quando viajava para Damasco e tem uma visão de Jesus, ficando cego por três dias, até ser curado quando se encontra com Ananias. Depois destes acontecimentos, a Igreja passa por um período de paz.

Lições para nós:

- A obra de evangelização mundial feita pelos cristãos verdadeiros não pode ser realizada sem a ajuda do Espírito Santo. At 1.8;

- José, de Chipre, era chamado também de Barnabé, que significa “Filho de Consolo”. Talvez os apóstolos tenham lhe dado esse nome por ser ele cordial, bom e prestimoso. Devemos ser como ele, não como Ananias e Safira, que recorreram ao fingimento, à hipocrisia e à desonestidade. At 4.36-5.11;

- Esquivar-se de inimigos para continuar pregando não é covardia. At 9.23-25;

- Se dar testemunho em alguma região ou a certas pessoas se torna perigoso em sentido físico, moral ou espiritual, é preciso ser prudente e seletivo sobre onde e quando pregar. At 9.28-30;

- Durante tempos relativamente pacíficos, devemos nos empenhar em fortalecer nossa fé por meio de estudo e meditação. Isso nos ajudará a andar no temor de YAHWEH por aplicar o que aprendemos e a ser zelosos no ministério que desempenhamos. At 9.31.

N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Francisco A Barbosa

auxilioaomestre@bol.com.br

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

[1] BAXTER, J. Sidlow. Examinai as escrituras. Vida Nova:São Paulo. Vol 6, pp.9;

[2] Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulinas.

[3] CARSON, D A et al. Atos in Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997. Pág. 203;

[4] CULLMAN, Oscar. A formação do Novo Testamento. São Leopoldo: Sinodal, 2001. Pág. 37;

[5] BRUCE, FF. The Book of Actos. Grand Rapidis: Londres, 1954. Pág. 5 nota 6;

[6] CARSON, D A et al. Atos in Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997. Pág. 203;

[7] BRUCE, F. F. O Livro de Atos In: DOUGLAS, J. D. O Novo Dicionário da Bíblia. Tradução de João Bentes, 2a. edição. São Paulo: Vida Nova, 1995. [Veja p. 168];

[8] WALVOORD, John; ZUCK, Roy, The Bilble Knowledge Commentary. Parsons Tecnology;

[9] Bíblia de Estudo Pentecostal, nota textual de At 13.2;

[10] Bíblia de Estudo Pentecostal, nota textual de At 1.1;

- Lições Bíblicas 1º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Atos dos Apóstolos – Até aos confins da terra;

- Stamps, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD;

- Bíblia de Estudo Plenitude, SBB.

EXERCÍCIOS

1. O que é o livro de Atos dos Apóstolos?

R. Uma narrativa teológica da expansão da Igreja de Cristo.

2. Lucas pode ser considerado um historiador?

R. Sim. Em seu evangelho, Lucas fez um relato fidedigno e metódico (Lc 1.1,2).

3. Como a Igreja de Cristo expandiu-se?

R. No Sermão do Pentecostes, quase três mil almas agregaram-se aos fiéis (At 2.41). Mais adiante, o número já sobe para quase cinco mil (At 4.4).

4. Ao todo, quantas viagens missionárias foram realizadas por Paulo?

R. Quatro viagens missionárias.

5.De que forma, poderemos alcançar os extremos do Brasil e do mundo?

R. Por um poderoso avivamento.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

TESTEMUNHO DA TRADIÇÃO

Jerônimo (347-419)

Lucas, médico antioqueno, como o indicam seus escritos, não foi desconhecedor da língua grega; seguidor do apóstolo Paulo e companheiro de toda a sua peregrinação, escreveu o Evangelho...

Eusébio de Cesaréia

(263-339)

Lucas, natural de Antioquia, médico de profissão, Fora companheiro de Paulo por longo tempo e conhecia os demais apóstolos. Ele nos deixou em dois livros divinamente inspirados, a saber o Evangelho e Atos, exemplos da arte de curar almas, a qual aprendera com eles.

Orígenes (185-253)

...e um terceiro [Evangelho], segundo Lucas (foi escrito). Ele escreveu para aqueles dentre os gentios (que creram) no evangelho que era elogiado por Paulo.

Tertuliano (193-216)

Portanto, dos apóstolos João e Mateus, o primeiro a instilar fé em nós, enquanto os homens apostólicos Lucas e Marcos, a renovam depois.

Clemente de Alexandria

(190-200)

...está escrito no Evangelho segundo Lucas o seguinte:...Jesus veio a seu batismo, tendo cerca de trinta anos de idade.

Cânon de Muratori

(180-200)

O terceiro livro do Evangelho [é aquele] segundo Lucas. Lucas, o bem conhecido médico, o escreveu em seu próprio nome; segundo a crença [geral], depois da ascensão de Cristo, quando Paulo o associou [consigo] como alguém que zela pela exatidão. Ainda que não tenha visto o Senhor na carne, não obstante, havendo investigado os fato pôde começar sua narrativa com o nascimento de João.

Irineu (140-202)

Ele foi discípulo de Policarpo, o qual conhecera o apóstolo João. Ele escreveu: Lucas, companheiro de Paulo, escreveu o Evangelho que este pregava.

Prólogo Antimarcionita

(160-180)

Lucas, natural de Antioquia da Síria, médico de profissão, foi discípulo dos apóstolos. Em data posterior acompanhou Paulo até que este sofresse o martírio. Serviu ao Senhor de forma irrepreensível. Tendo vivido sem esposa e filhos, com a idade de 84 anos adormeceu em Beócia, cheio do Espírito Santo. Ainda que já existisse alguns Evangelhos – segundo Mateus, escrito na Judéia, e Marcos, na Itália – Lucas, impelido pelo Espírito Santo, compôs todo seu Evangelho enquanto estava na região da Acaia...E depois, este mesmo Lucas escreveu os Atos dos Apóstolos.

Coleção dos Evangelhos

125 d.C.

Já neste ano os quatro Evangelhos estavam reunidos numa coleção para o uso das igrejas, e foi-lhe atribuído títulos. “Segundo Lucas” era o título – ou sobrescrito – do mais longo dos quatro.


O tratamento que Lucas lhe dispensa: "excelente", "excelentíssimo" ou "digníssimo", conforme a versão que se utilize, tem levado a crer que Teófilo era uma autoridade pública, um oficial romano. Tem-se deduzido que Lucas viu naquele homem a pessoa adequada para publicar sua obra entre os gentios, o que ocorreu com pleno êxito. “Do prefacio do Evangelho e do livro de Atos apreendemos que o autor escreveu para o benefício imediato de um único indivíduo, aparentemente um homem de posição elevada, um nobre romano. Isto não é suficiente para deduzir que um círculo maior de leitores não possa ter sido contemplado pelo escritor ou que não visasse nenhum outro destinatário para o seu trabalho.” Nicoll, W. Robertson, The Expositor1’s Greek Testament, v. 1, ed. WM. B. Eerdmans Publishing Company Grand Rapids, Michigan, 1961, p.50.

Goodspeed defende a idéia de que ambos os livros não foram escritos separadamente, mas formavam apenas um volume: “Nenhuma descoberta do estudo moderno do Novo Testamento é mais assegurado do que aquele que afirma que Lucas e Atos não são dois livros, escritos em tempos diferentes, mas dois volumes de um trabalho único, concebido e executado como uma unidade”.E ele entende que o fato dos livros terem sido colocados separadamente no cânon contribuiu para se pensar em épocas diferentes para os dois livros: “Certamente, todo isto poderia estar muito mais claro se Atos não tivesse sido separado do Evangelho de Lucas quando o evangelho foi juntado dentro do grande quarteto dos evangelhos logo cedo no segundo século. O fato é que, como sabemos, João vem entre Lucas e Atos de modo que obscurece sua continuidade e realmente esconde isto de nós”. Goodspeed, Edgar J. An Introduction to the New Testament, ed. University of Chicago Press, Chicago: Illinois, 1937, pp. 180,182 (edição eletrônica: http://www.earlychristianwritings.com/goodspeed/index.html ).

O nome “Lucas” vem a ser uma abreviação de “Lucano”, à semelhança de “Silas”, abreviação de “Silvano”. Significa “iluminador” e era um nome comum entre os romanos, podendo ser achado tanto em inscrições quanto em referência literárias. “Também se tem sugerido que pode ser abreviatura de Loukianos ou de Loukios (latim, Lucianus, Lucio, respectivamente). Não obstante, não há razões plausíveis para que alguns queiram identificar o Lucas que escreveu o terceiro Evangelho com o Lúcio de Atos 13.1, ou com aquele mencionado em Romanos 16.21” Hendriksen, Williiam. Comentário do Novo Testamento-Lucas, v.1, ed. Cultura Cristã, 2003, p.19. Igualmente carecem, pois, de fundamento as opiniões segundo as quais Lucas era um dos dois discipulos de Emaús aos quais Cristo apareceu (cf. Lc 24.13-35) ou um dos setenta que foram enviados por Jesus (cf. Lc 10.1ss).

Ash, Anthony Lee, O Evangelho Segundo Lucas, ed. Vida Cristã, São Paulo, 1980, p. 7. A autoria Lucana do terceiro evangelho tem sido ocasionalmente contestada por aqueles críticos que encontram dificuldades para aceitar que Lucas seja o autor final de Atos, que é geralmente identificado como sendo o trabalho da mesma mão do evangelista. Os problemas apresentados a Atos serão discutidos mais tarde, mas podemos adiantar que quando comparados os argumentos pró e contra, torna-se claro que a posição negativa é débil, e que o ponto de vista tradicional adquire um alto grau de probabilidade.

Notas de Estuda da Bíblia - NIV, Biblioteca da Bíblia de Zondervan NIV, Zondervan, Rapids Grande, 1985, edição eletrônica.

“Ellis vê Lucas como um judeu helênico e sugere que ele pode ser o mesmo Lúcio (Romanos 16:21) que é identificado como ‘parente’ de Paulo, e Filemon 24 o identifica como ajudante de Paulo no trabalho.” Ash, Anthony Lee, Op. cit., p. 9.

Wilkinson/Boa, p. 327.

Ryrie, op. cit., p. 1614. Temos também um prólogo antecipado do evangelho, que foi talvez escrito para acentuar a genuinidade do evangelho inteiro contra uma versão truncada que Marcion, um herético do segundo século, havia editado para propagar suas opiniões. Neste prólogo são dados vários detalhes sobre Lucas que podem bem preserva muita tradição genuína. Lucas é um Sírio de Antioquia, um doutor por profissão, que foi um discípulo de apóstolos, e mais tarde acompanhou Paulo até o martírio dele. Ele serviu ao Senhor sem distração, e adormeceu na idade de 84, em Boécia, na Grecia. Cheio do Espírito Santo escreveu este evangelho inteiro nas regiões da Acaia . . . e depois o mesmo Lucas escreveu os Atos dos Apóstolos. Champlin acrescenta mais informações: “Parece que Lucas nasceu em Antioquia da Síria, conforme a informação prestada por Jerônimo. O livro de Atos reflete o interesse de Lucas por Antioquia da Síria (cf. Atos 6:5; 11:19-27; 13:1; 14:19; 15:22,23,30,35; 18:22). Talvez ele fosse irmão de Tito (II Cor.8:18; 12:18).” Champlin, Russel Norman, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, v.3, ed. Candeia, São Paulo, 1995, p. 914.

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